A diversão, a moda, a amizade: Sex and the City 2 traz tudo isso de volta e muito mais quando Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Charlotte (Kristin Davis) e Miranda (Cynthia Nixon) arrasam novamente pela Big Apple — e outros lugares — dando continuidade às suas vidas atarefadas e seus amores conturbados em uma seqüência realmente brilhante.

O que acontece depois do “sim”? A vida é exatamente como elas desejaram que fosse, mas não seria Sex and the City se a vida não guardasse mais algumas surpresas… Desta vez elas aparecem na forma de uma aventura glamurosa e ensolarada que carrega as mulheres de Nova York para um dos destinos mais luxuosos, exóticos e enigmáticos do planeta, onde a festa nunca termina e há sempre algo misterioso em cada esquina. Uma viagem que surge no momento perfeito para as quatro amigas, que se descobrem envolvidas nas regras tradicionais do casamento e da maternidade, e tentam lutar contra isso.

Afinal, às vezes tudo o que você precisa é escapar com suas amigas.



SOBRE A PRODUÇÃO

Passaram-se exatos doze anos, seis temporadas e um bem-sucedido longa-metragem. Desde seu começo, 'Sex and the City' tornou-se um fenômeno internacional, com plateias em todo o mundo tão ligadas às histórias de Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda que parecia que as personagens eram amigas reais e não personagens de uma obra de ficção.

O roteirista, produtor e diretor Michael Patrick King recorda: "Quando o primeiro filme foi lançado, eu via filas quilométricas de mulheres nas portas das salas de cinema, todas bem vestidas como se estivessem indo para uma festa e não para assistir a um filme no cinema. A impressão que tive foi de que elas estavam muito animadas para celebrar esse momento especial com suas amigas - as que estavam na plateia e as que apareciam na tela também. Então, quando pensei na sequência do filme, sabia que estava atrás de uma continuação dessa festa. Queria que o filme fosse a própria festa".

Sarah Jessica Parker, que não somente retoma o papel de Carrie Bradshaw, mas também é novamente uma das produtoras do filme, diz: "É muito emocionante e verdadeiramente empolgante fazer parte de algo com que as pessoas se identificaram tanto e de que tanto gostam, algo que recebiam em suas casas toda semana e que depois foram ao cinema para assistir. Pensamos muito sobre como levar essas pessoas para uma próxima fase, dois anos depois do primeiro filme".

Apesar de o primeiro filme ter resolvido muitas tramas importantes na história das personagens, ainda havia muito a dizer sobre essas quatro mulheres e seus amores. O produtor John Melfi diz: "É muito animador caminhar em direção ao capítulo seguinte, ver o que acontece depois".

Quando King começou a pensar sobre a vida das personagens, e em como elas estariam depois do primeiro filme, dois anos atrás, um tema começou a emergir: a tradição.

Apesar de ele não querer que Sex and the City 2 fosse uma comédia convencional, as inúmeras formas e facetas tradicionais se encaixaram no projeto de King. "Essas mulheres não são tradicionais nem nunca foram. Miranda teve um filho sem estar casada, e só depois se casou, e agora é o homem da casa. Charlotte se converteu ao judaísmo, adotou uma menininha asiática e teve outra filha. Samantha teve inúmeros relacionamentos e decidiu que seria solteira para sempre. E Carrie é uma pessoa que tentou absolutamente de tudo para fazer com que seu relacionamento com Big desse certo e para que ainda fosse uma escritora empregada".

Parker observa: "Carrie, que chegou a pensar não ser o tipo de mulher que se casaria, finalmente se casa com o amor de sua vida, o homem do qual ela passou grande parte de sua vida adulta correndo atrás". Ela acrescenta depois que Carrie não é a única a se encontrar em uma encruzilhada na vida. "Todas as mulheres, neste ponto de suas vidas, parecem estar contentes com as coisas que pensam ser aquelas com as quais sempre sonharam. Mas, conforme mostra o roteiro tão bem escrito por Michael Patrick, há algumas nuances, camadas e complicações sob a superfície".

King comenta: "No começo do filme, cada uma das quatro personagens começa a se sentir encurralada em um desses papéis 'femininos'. Carrie Bradshaw, a eterna garota solteira, agora se vê em conflito com o papel de esposa. Como o título de 'senhora' afeta uma mulher, cuja identidade, sem falar na carreira de escritora, sempre foi tão ligada ao fato de ela ser sempre solteira? Miranda, sócia de um renomado escritório de advocacia de Nova York, descobriu que, apesar de todos os anos de experiência para provar o contrário, existe um teto de vidro para as mulheres que trabalham. Charlotte, que sempre sonhou em ser a mãe perfeita de uma família amorosa, agora tem a família amorosa e descobre como é difícil tentar ser a mãe 'perfeita'. A exuberante e sincera Samantha encara o tabu da menopausa e do envelhecimento com a ideia de que, quando a mulher passa pela 'mudança', ela também deve mudar".

Ainda jogando com o tema principal da história, os realizadores encontraram um jeito de ampliar o nível de fantasia no filme ao levar as quatro amigas em férias para um dos lugares mais exóticos e procurados atualmente, um lugar ao mesmo tempo moderno e completamente tradicional no mundo: os Emirados Árabes.

Melfi observa: "Neste filme, nossas personagens experimentam um estilo de vida com o qual a maioria das pessoas só consegue sonhar. Mas esse sempre foi o papel dos filmes, permitir que nós escapemos de nossas vidas durante duas horas para viver como se fôssemos pessoas lindas em um mundo glamouroso para onde talvez não teríamos a oportunidade de ir".



 

As mulheres maravilhosas...

 Ao levar Sex and the City para as telonas, King, Parker e os demais realizadores e o elenco tinham muita responsabilidade em relação aos personagens, principalmente em relação a Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda, porque cada uma das quatro mulheres é refletida na plateia. Assim sendo, em Sex and the City 2, apesar de elas tirarem férias de suas vidas normais para uma viagem divertida a um lugar deslumbrante, as quatro continuam enfrentando problemas muito humanos e verdadeiros, narrados pela sempre questionadora Carrie.

"Carrie de fato é o coração e a alma de tudo", diz King. "Mesmo quando a história se concentra nas outras garotas, acabamos, de certa forma, vendo tudo se desdobrar sob o ponto de vista de Carrie".

Quando vemos rapidamente Carrie e Big juntos em sua casa, Carrie Bradshaw - agora conhecida como sra. John Preston - sente-se ligeiramente inquieta em sua pacata vida de casada, pensando "no que acontece depois de dizermos 'sim'". E, devido ao fato de ela ser uma escritora, Carrie expressa seus sentimentos sobre casamento em seu novo livro I Do, Do I? [em português: Aceito. Será?], uma coleção de ensaios cômicos em que ela critica a ideia dos votos de casamento tradicionais.

"Carrie construiu uma carreira escrevendo sobre a vida de solteira e, pela primeira vez, ela escreve sobre um tópico diferente, a vida de casada", observa Parker. "A verdade é que ela ainda não sabe muito sobre isso. Mas já aprendeu que existe uma diferença entre fazer uma festa de casamento e ser casada de fato. Ela está casada há muito pouco tempo e não está se sentindo confortável como gostaria".

"O mais animador, para mim, quando estava escrevendo a história de Carrie e Mr. Big para o filme, foi tentar entender o que o conceito de 'felizes para sempre' poderia significar para eles hoje em dia, depois do mais passional, dramático e conturbado namoro dos últimos dez anos", diz King. E continua: "No primeiro filme, eu realmente queria que as pessoas acreditassem que o Mr. Big finalmente havia entendido o quanto ele perdera ao deixar Carrie esperando no altar, então escrevi um final bastante romântico, um merecido 'final feliz' para este casal. E agora lá estão eles de novo, dois anos mais tarde, prestes a descobrir o verdadeiro significado de 'lar, doce lar'. Ela passou dois anos decorando minuciosamente o apartamento novo deles, fazendo da casa um lar, e agora ela construiu o papel de dona de casa e tem que entrar em cena com ele. E, para uma garota que adora badalar pela cidade como Carrie, é uma 'senhora' mudança. Com trocadilho."

Parker acrescenta: "Carrie gosta de sair, de viver a vida na cidade, vendo pessoas, observando as coisas, participando. Uma das principais coisas com que está lutando, secretamente, é a ideia de ficar em casa, e também esse papel que ela projetou para si. Ela consegue imaginar tudo isso, mas, emocionalmente não está onde imaginou estar em seu casamento. Ela quer poder dizer que se sente bem em relação às expectativas que tem sobre seu marido e sobre ela própria. Então, para Carrie, a história se resume a 'Sim, eu fiz uma festa de casamento, mas será que estou casada? Será que eu estou casada?'"

"Miranda sempre se definiu como uma mulher focada na carreira", diz Cynthia Nixon. "Os homens podem ir e vir; talvez ela se tornasse mãe, talvez não, mas uma coisa era certa: ela é uma advogada. Agora ela é sócia de uma firma de advocacia importante, tem um salário maravilhoso, mas tem um novo chefe que não a suporta. Todos temos nossos momentos de epifania, e Miranda agora busca o dela. Ficar à deriva repentinamente para poder refletir sobre a vida: 'Se não sou uma advogada, quem sou eu? O que mais posso fazer?' Isso seria um grande problema para qualquer um, mas maior ainda para alguém que sempre se definiu a partir da carreira durante toda sua vida adulta".

A vida profissional de Miranda, no entanto, não é a única coisa que está passando por uma transformação. "Acho que o mais animador em retomar a personagem é a maneira como Michael Patrick a faz evoluir", continua Nixon. "Se você olhar para quem ela era quando a conhecemos, uma pessoa amarga e desconfiada, cínica, rápida para travar uma briga e sempre na defensiva. Ela tinha muitos problemas com os homens. Agora, apesar de a carreira continuar muito importante em sua vida, ela é uma esposa e uma mãe bastante feliz. E, neste filme, ela é praticamente uma líder de torcida entre as quatro amigas; ela é a 'enfermeira' sentimental das amigas. É uma marca do quanto ela amadureceu".

King analisa: "Um pensamento intrigante e subliminar sobre a história de Miranda, para mim é que, na primeira parte do filme, ela está muito ligada ao trabalho, com o rosto sempre enfiado em seu BlackBerry. Mas, quando decide guardar o telefone, ela começa a ver o mundo".

Também esposa e mãe, Charlotte York-Goldenblatt passou os últimos dois anos envolvida com sua família em expansão, e agora se vê atravessando "os terríveis dois anos" com a pequena Rose. "As coisas não andam fáceis para Charlotte", admite Kristin Davis. "Ela ainda quer que as coisas sejam perfeitas, e é difícil para ela aceitar o fato de que as coisas não estão; e isso também é algo imperfeito. Tem sido uma luta constante na vida da personagem. É uma batalha contínua entre tudo o que ela já conquistou e a quantidade de surpresas que precisam ser jogadas na vida dela para que ela ceda e interrompa um pouco esta busca pela perfeição. E agora a bebê Rose é o maior desafio de todos, embora Charlotte não admita isso".

Outra coisa que Charlotte não consegue enxergar é o quão atraente é sua nova babá, Erin, interpretada pela atriz britânica Alice Eve. Porém, graças a algumas observações de Samantha, ela começa a questionar se Harry pensa o mesmo. "Charlotte começa a ficar obcecada com a presença da babá, algo que antes não a preocupava, já que Erin era ótima com Rose, e Charlotte precisa da ajuda dela desesperadamente", explica Davis.

King diz: "A trama de Charlotte tem muito a ver com confiança. Por causa da exaustão que pode vir com as exigências da maternidade, ela está exaurida demais para confiar nos próprios instintos sobre a escolha da babá, sobre a fidelidade do marido e até sobre suas habilidades maternais. Essas férias com as amigas lhe dão o tão necessário luxo do sono bem dormido, o que a faz recobrar seus instintos".

Enquanto Charlotte passa pelos os desafios da maternidade, Samantha Jones, solteira, está de volta a Nova York e de volta à caça, sendo novamente o símbolo da liberdade. "Samantha está de volta ao seu trono, à sua cidade, com as amigas, que são sua família, perto dela", diz Kim Cattrall.

A mais despachada do quarteto, Samantha é uma hedonista inteligente que vive a vida de acordo com suas próprias regras. No entanto, desta vez, a vida está tornando tudo um pouco mais complicado para a loura sensual, uma vez que ela terá de lidar com o envelhecimento e também terá de lutar para evitar que os primeiros sintomas da menopausa interfiram em sua vida libertina. Cattrall mal podia esperar para lidar com esse fato da vida com uma abordagem cômica. "Para mim, incorporar a comédia em uma trama sobre a menopausa era incrivelmente gratificante, porque ouvimos tantas histórias negativas sobre o que as mulheres passam nessa etapa da vida", ela comenta. "A sensação é que tiramos leite de pedra de um assunto como esse ao tratá-lo de forma humana, engraçada e acessível. Samantha tem uma sede de vida imensa e tira grande parte de sua força da sexualidade; ela gosta disso e acrescenta-a a cada aspecto de sua vida. Então, quando parte dela é ameaçada, ela luta com todas as forças para evitar o pior".

King comenta: "Um dos pontos que garantem o sucesso da franquia Sex and the City é sua capacidade de envolver o público. A ideia de Samantha entrar na menopausa nunca me assustou, nem por um segundo, porque sempre soube que, se tem alguém que consegue interpretar muito bem uma personagem na menopausa, esse alguém é Kim Cattrall. E também pelo fato de uma parte do público passar pelo que Samantha está passando, tendo que lutar e esperar pela conquista".

O diretor continua: "Essas quatro atrizes têm uma virtude especial, algo com que o público consegue se identificar", diz King. E acrescenta: "Seja se achando parecida com Carrie ou com Miranda, ou pensando em uma amiga que seja como Charlotte ou como Samantha, o público se envolve com essas atrizes e essas personagens, e com as jornadas emocionais em que elas embarcam".

As roupas incríveis...

Ainda que talvez ninguém tenha retratado a moda de Nova York no cinema tão bem quanto a figurinista Patricia Field, Sex and the City 2 foi um grande desafio para ela e sua equipe. Choque de culturas é pouco perto do que acontece quando os Blahniks são misturados às burcas em pleno deserto.

   Ela relata: "Eu me inspiro muito apenas lendo o roteiro, e me diverti muito com este filme porque ele nos levou para um lugar mágico. O elemento fantasioso de toda a viagem foi muito especial, e uma prerrogativa para explorar o luxo e se preocupar menos com a realidade".

Para uma sequência um pouco menos elegante, e para a primeira vez na história de Sex and the City, o roteiro de King exigia que Field levasse as meninas de volta no tempo, mais especificamente para uma década cuja moda é altamente questionável: os anos 1980.

"A década de 1980 começou um pouco retrô para os anos 1960, com o movimento New Wave, e depois explodiu em mil direções diferentes, então foi muito divertido voltar um pouco a esse espírito por um momento”. Field trabalhou essa sequência da forma que faz com todas as demais: sempre tendo em mente as características do personagem em primeiro lugar.

"Como seria Charlotte nos anos 1980? Ela é Charlotte, muito conservadora, o que atualmente é considerado clássico. Então ela era bem patricinha", diz Field, que colocou a personagem em uma saia e blusa bem cortadas e um suéter amarrado em volta do pescoço.

"Tenho que confessar que fiquei muito aliviada por não ter de usar uma peruca enorme, assustadora", admite Davis, que teve de usar uma peruca para esta cena. "Era uma peruca bem patricinha, então foi muito fácil. Eu não me vestia daquela maneira nos anos 1980, mas era parecido com aquilo”.

Para Miranda, que melhorou seu estilo consideravelmente nos últimos anos, Field voltou para o início da personagem em busca de inspiração. "Nas primeiras temporadas do seriado, Miranda realmente não mostrava nenhum interesse em moda e se vestia de forma bem sem graça. Então, para a cena dos anos 1980, eu a coloquei ainda mais sem sal”. Ela vestiu a advogada, que deveria estar nos primeiros anos de sua carreira, com um terninho quadradão, e tênis.

"Foi muito engraçado", diz Nixon. "Todo o visual dela, principalmente o cabelo, formavam uma imagem bem risível, mas muito plausível. E eu gosto mesmo de uma boa ombreira”.

No extremo oposto de estilo está a extravagância de Samantha, com um visual que lembra um membro de uma banda de rock. "Ela parece uma bagunça enorme", diverte-se Field. "Eu usei muito do lado 'não-estou-nem-aí-para-o-que-as-pessoas-pensam-de-mim' da minha personalidade. De todas, ela era a mais extravagante naquela época, porque é assim que ela é hoje em dia”.

"Os anos 1980 foram uma época muito boa para Samantha: ela era garçonete no bar CBGB, divertia-se à beça, e o visual dela refletia tudo isso", conta Cattrall. "Tudo foi exagerado? Sim, foi, mas por que não? O programa é sobre isso mesmo, esses prazeres ilícitos”.

Já que a sequência do flashback é contada por meio das memórias de Carrie, a personagem pedia dois figurinos diferentes para representar aquela década. Para o visual "Flashdance", Field diz ter colocado "muito do gosto de Sarah Jessica”. Ela detalha: “Vejo o que ela usa no dia a dia, ao vir para o trabalho, e ela é uma garota desencanada, que usa jeans e moletom, capuz e tênis, assim como Carrie, mas, ainda assim, muito fashion". Enquanto o primeiro look saiu dos principais filmes daquela década, o segundo look de Carrie foi baseado na maior lançadora de tendências dos anos 1980: Madonna.

   Parker comenta: "Todos somos vítimas da moda de uma determinada época. Eu mesma já fiz algumas escolhas erradas, assim como todo mundo, nos anos 1980, mas consigo me divertir com isso. E, no filme, era uma ótima forma de mostrar o início de cada uma das personagens, principalmente já que agora sabemos o quanto cada uma evoluiu".

Trailer do Filme

 

Fonte: Warner