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O adolescente Michael Oher sobrevive sozinho, vivendo como um sem-teto, quando é encontrado na rua por Leigh Anne Tuohy. Tomando conhecimento de que o garoto é colega de turma de sua filha, Leigh Anne insiste que Michael — que veste apenas bermuda e camiseta em pleno inverno — deixe-a resgatá-lo do frio. Sem hesitar por um momento sequer, ela o convida a passar a noite em sua casa. O que começa com um gesto de bondade evolui para algo maior, pois Michael passa a fazer parte da família Tuohy, apesar de terem origens bem diferentes. Vivendo no novo ambiente, o adolescente tem de encarar outros desafios. E à medida que a família ajuda Michael a desenvolver todo o seu potencial, tanto no campo de futebol americano quanto fora dele, a presença de Michael na vida da família Tuohy conduz todos por uma jornada de autodescoberta.
SOBRE A PRODUÇÃO Família e futebol americano eram coisas que não faziam parte das vivências de Michael Oher. No entanto, foram as duas coisas que mudaram sua vida para sempre. Ele cresceu no abandono, num conjunto habitacional pobre em Memphis, apropriadamente chamado de Hurt Village (N.T.: em português seria algo como Bairro da Dor). Não lhe tinham sido oferecidas muitas opções, muito menos oportunidades. Mas isso foi antes de seu caminho cruzar com uma força incansável, personificada por Leigh Anne Tuohy. O que aconteceu a seguir foi uma série de eventos em que seria difícil acreditar, não fosse pelo fato de serem reais. Michael se tornou membro da família Tuohy, que incentivou suas habilidades dentro e fora do campo de futebol americano, tendo como resultado uma história inspiradora que continua acontecendo nos dias de hoje. O diretor e roteirista John Lee Hancock comenta: “Na verdade são duas histórias distintas, sendo que uma delas pode ser resumida numa pergunta: quem é Michael Oher e por que os astros conspiraram a favor desse menino de um conjunto habitacional de Memphis? E, do outro lado, há uma bela história sobre como sua família singular evoluiu, tendo no centro a relação pouco convencional entre mãe e filho. O esporte, especificamente o futebol americano, foi a mola propulsora da história, mas ele poderia ter sido bailarino ou pianista, não faria a menor diferença. A jornada de Michael e da família Tuohy é a essência do filme”.
Sandra Bullock, que interpreta Leigh Anne Tuohy, diz: “A beleza da história reside em você pensar que é uma coisa e depois ver que é outra, e geralmente essas são as melhores coisas da vida. Achei que o roteiro seria A observação da atriz é confirmada pela pessoa real que ela interpreta no filme, Leigh Anne Tuohy, que declara: “Acho que Michael causou um impacto muito maior nas nossas vidas do que nós na dele. A gente se acostuma O modo como Michael Oher se tornou parte da família Tuohy foi retratado pela primeira vez no best-seller The Blind Side: Evolution of a Game, de autoria de Michael Lewis, que já havia tratado de beisebol em outro bestseller, Moneyball. O escritor revela que deparou com a história de Oher e da família Tuohy quase por acidente. “Para quem quiser interpretar a coisa toda como uma espécie de milagre, há muitas provas”, ele diz, fazendo graça. Lewis, que estudou com o marido de Leigh Anne, Sean Tuohy, no ensino médio, havia entrado em contato com o antigo colega de turma no intuito de entrevistá-lo para um artigo sobre o técnico de beisebol da escola. Isso acabou levando-o a um encontro com Michael e a tomar conhecimento da relação deste com os Tuohy.
O livro The Blind Side combina a história de Michael a um profundo olhar sobre como a posição de tackle esquerdo numa equipe de futebol americano adquiriu importância, graças a uma única e inesquecível partida em que Lawrence Taylor encerrou a carreira do quarterback Joe Theismann, em novembro de 1985. Designado para proteger um quarterback daquilo que ele não tem como ver que vai acontecer, um bom tackle esquerdo costuma ganhar um salário inferior apenas ao do próprio quarterback. Michael Lewis admite: “No início, fiquei achando que isso era bizarro, já que ninguém presta muita atenção ao tackle esquerdo. Mas quando fui me informar melhor, soube que o mercado havia atribuído imenso valor a essa posição e que ela havia evoluído para um determinado tipo físico: um elefante fantasiado de bailarina, na falta de uma definição melhor. Isso despertou meu interesse. E quando Sean me contou que Michael estava sendo sondado para a posição de tackle esquerdo, vi que tudo se encaixava”. Tim McGraw, que interpreta Sean Tuohy, ressalta que não é preciso ser fã de futebol americano, nem mesmo fã de esportes, para apreciar 'Um Sonho Possível'. “Mesmo que você não se interesse por futebol americano, nem por qualquer esporte, a história por trás do filme é tão enternecedora que vai agradar a todos”.
O produtor Broderick Johnson concorda: “O apelo da história é sua combinação de emoção e humor, tal qual o esporte, que tem tido sua cota de imprensa negativa nos últimos anos. Na realidade, boa parte das notícias É importante frisar que quando o livro foi publicado, e quando o filme estava sendo realizado, parte da história de Michael ainda estava acontecendo. O produtor Andrew A. Kosove explica: “É uma história sobre fatos atuais, mas acho que isso representava mais oportunidades do que complicações. É bastante atual, pois no século 21 passamos a entender que não existe um único tipo de família. Vivemos numa sociedade formada por famílias com diferentes configurações, em que só o que importa são o amor e o apoio uns aos outros. Acho isso maravilhoso e é uma mensagem com a qual as pessoas podem se identificar hoje em dia, nesta era”. O fato de o filme se situar nos dias de hoje beneficiou Hancock, que diz: “Adorei o livro e conversei bastante com Michael Lewis, um escritor fantástico, mas, sempre que possível, é importante conhecer as pessoas reais envolvidas e saber como elas falam, em vez de apenas ler sobre elas. Passar algum tempo com os Tuohy e com Michael, conviver com a família, foi impagável”.
Para os Tuohy, ver esse capítulo de suas vidas se tornar um livro bestseller e em seguida uma grande produção do cinema foi de certa forma confuso. “Quando Michael Lewis ligou pela primeira vez, pretendia escrever um “Os Tuohy abriram sua casa e suas vidas, então sentimos o peso da responsabilidade de lhes fazer jus, o que não é pouca coisa. Precisávamos divertir as pessoas, porém também queríamos que saíssem do cinema com uma compreensão genuína de quem são essas pessoas. Sei que isso era muito importante para o John, que estava determinado no sentido de que não podíamos fazer nada que não correspondesse à realidade. Foi uma das coisas de que gostei bastante ao trabalhar com ele, que é um cineasta incrível”, diz Sandra Bullock. Kosove acrescenta: “John Lee Hancock e a Alcon têm uma parceria de mais de dez anos. Ele é um roteirista fantástico e um excelente diretor, e mais uma vez não decepcionou”.
O produtor Gil Netter comenta: “Todos os envolvidos, de ambos os lados da câmera, tinham um objetivo comum. O elenco inteiro e a equipe de realizadores queriam fazer jus a essa história extraordinária e às pessoas por “Este time é sua família e você precisa protegê-lo… A escalação do filme começou com Sandra Bullock, segundo Kosove, “a primeira e única escolha para o papel de Leigh Anne Tuohy”. Bullock recorda: “Era um roteiro lindamente escrito. Tinha tudo no lugar certo. Fiquei impressionada como o John deu a cada um dos personagens um caminho de evolução, cada personagem tinha sua própria trajetória”. No entanto, Hancock teve de convencer a atriz a aceitar o papel da esposa e mãe obstinada que, com um simples ato de bondade, tirou Michael Oher das sombras, literal e figurativamente. Hancock lembra: “Sandy gostou do roteiro, mas tinha dificuldades em imaginar como retratar Leigh Anne. Nós nos reunimos e ela fez inúmeras perguntas, mas não fui capaz de dar as respostas que ela buscava”.
Bullock conta: “Essa foi minha maior ressalva. John tentava explicar como ela era, mas não era o suficiente. Eu continuava com a sensação de que faltava algo”. Hancock continua: “Acho que Sandy ficou compreensivelmente frustrada com minha incapacidade de descrever a personagem, mas é que Leigh Anne é indescritível. É uma das características maravilhosas dela. Acabei dizendo, ‘Sandy, você vai ter de conhecê-la.’ Então fomos para Memphis e eu a apresentei a Leigh Anne. Acabamos passando um dia inteiro com Leigh Anne e tudo o que isso acarreta: loucura, confusão, diversão, risadas, e muitas coisas feitas em pouquíssimo tempo. Ao final, Sandy me disse, ‘Certo, já entendi.’ Ela tinha vivenciado em primeira mão o tornado que é o ‘tempo da Tuohy’, e então fomos embora”. “Quando vi a pessoa por inteiro, entendi por que John não conseguia defini-la. Como explicar toda aquela energia? Ao fim de um dia com Leigh Anne eu estava exausta. Ela consegue fazer o que quer e do jeito que quer. Ela não se importa com o que é preciso, simplesmente quer as coisas feitas do seu jeito. Tudo o que posso dizer é que se houvesse mais pessoas como Leigh Anne Tuohy o mundo seria um lugar melhor administrado, mais harmonioso e mais produtivo, mas desde que seguindo as regras dela”, diz Bullock, rindo. “Foi assustador pensar em interpretá-la, mas era um desafio e eu não poderia recusar. Ela é uma pessoa incrível”.
Michael Oher pondera: “Sei que existem pessoas com muito mais talento que eu, mas que nunca chegaram lá. Então, se as pessoas ouvirem a minha história, vão saber que, se dermos uma chance a alguém, haverá esperança para essa pessoa”. “Existem outros Michael Oher por toda parte, crianças maravilhosas que precisam de um lar, que querem uma família”, afirma Leigh Anne Tuohy. “Não é necessário procurar muito, pois eles estão debaixo do nosso nariz. E não precisam ser brilhantes no futebol americano. Não precisam ser alguém que se destaca em nada além de amar você e desejar ser amado de volta”. John Lee Hancock conclui: “Acho apropriado que este filme seja lançado nos Estados Unidos na época do feriado de Ação de Graças, pois tem tudo a ver com gratidão. Mostra que devemos valorizar o que temos e ser gratos. E também que devemos ter consciência do que muitas pessoas não têm”.
Trailer do Filme
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Fonte: Warner Bros. |
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