O destino da Galáxia está nas mãos de amargos rivais de mundos bem diferentes. James Tiberius Kirk é um adolescente rebelde de Iowa sempre em busca de emoções, um líder por natureza à procura de uma causa. Spock cresceu no planeta Vulcano, excluído por ser metade humano. Ele é um aluno engenhoso e o primeiro de sua raça a ser aceito na Frota Estelar. Em sua busca para descobrir quem realmente são e o que têm a oferecer ao mundo, Kirk e Spock logo tornam-se competitivos cadetes em treinamento. Com estilos drasticamente opostos, um movido por paixão, o outro, por lógica, tornam-se adversários, fazendo de tudo para estar entre os escolhidos da mais avançada nave já criada, a U.S.S. Enterprise.

Em meio a isso, se deparam com a necessidade de criar uma improvável mas forte parceria, permitindo a eles levar a tripulação aonde ninguém jamais esteve.


SOBRE A PRODUÇÃO

Em seus mais de 40 anos, 'Jornada nas Estrelas' assumiu uma posição icônica na cultura pop moderna como a única história em andamento que concentra a admiração, curiosidade e audácia do desejo humano de
alcançar as estrelas. Para o diretor e produtor J.J. Abrams ('Missão Impossível III'), retornar ao início depois de seis séries de televisão e dez longa-metragens era a única maneira de chegar ao futuro. “Eu era fã da série original, apesar de nunca ter sido um Trekker”, diz Abrams. “Mas sempre senti que havia algo que ainda não tinha sido feito com 'Jornada nas Estrelas'.
Foram dez filmes, mas essa é a primeira vez que um deles lida com a história fundamental e primordial de Gene Roddenberry, criada em 1966.”

Quando Abrams conversou sobre filmar a origem de 'Jornada nas Estrelas' com Damon Lindelof (LOST), o produtor logo aderiu ao projeto. Como explica Lindelof, “Para mim, a ideia de ninguém ter contado a história de Kirk e Spock e de todos esses personagens era muito legal. Discutimos como essas pessoas teriam se unido e aprendido a sacrificar certas partes de suas personalidades para ter um bom relacionamento. Foi muito divertido e, quando vi, Bob Orci ['Transformers'] e Alex Kurtzman ['A Ilha'] estavam escrevendo o roteiro.”

Orci, em especial, sempre foi apaixonado por tudo que é “Trek”, mas, ainda assim, quando abordado para
escrever a história de 'Star Trek', a dupla admite que não agarrou a oportunidade imediatamente. “Hesitamos porque sabíamos que seria uma responsabilidade enorme”, explica Kurtzman. Mas os dois resolveram encarar o desafio. “Depois de nossa trepidação inicial, conversamos com J.J. sobre o projeto e decidimos mergulhar na história”, acrescenta o roteirista. Eles fizeram isso com o compromisso de dar prosseguimento à visão de
Gene Roddenberry de um futuro iluminado. Os dois começaram fazendo uma lista do que acreditavam ser os maiores e mais reconhecíveis atributos do universo de 'Jornada nas Estrelas'.

“A lista incluía a ideia de uma família de amigos se unindo; a forma como cada personagem parece caloroso, humano e real; o uso de humor genuíno, não uma paródia ou ironia, que surge de situações reais; e uma história que estimula o pensamento e é verdadeira ficção-científica, não uma fantasia impossível, mas uma visão de um futuro que esperamos que os humanos possam alcançar”, explica Orci. Quando havia alguma dúvida, mesmo que pequena, sobre as regras da Frota Estelar ou sobre a história da raça alienígena, os escritores consultavam as legiões de Trekkers que têm paixão por encontrar esse tipo de resposta.

Eles contavam também com a habilidade do pesquisador Sean Gerace, que encarou tarefas atípicas e divertidas, como escrever um relatório detalhado sobre mitologia romulana, e assistiu a cada um dos 79 episódios da série original e a todos os filmes, fazendo anotações sobre histórias pessoais e nuances de personalidades.

Apesar de James T. Kirk estar destinado a tornar-se capitão da Nave Estelar, no começo de 'Star Trek' ele é apenas um adolescente rebelde de Iowa, retratado por Chris Pine ('Sorte no Amor'). Desde o início da produção, Pine entendeu que precisaria criar seu próprio caminho e pegar apenas um pouco de inspiração no que William Shatner fez e que transformou o personagem em um ícone global.

“Foi grandioso me colocar no lugar do sr. Shatner e fazer parte da história de filmes e televisão ‘Trek’. Todos concordaram que seria um erro tentar recriar o que ele fez.” O filme também dá ao público a oportunidade de
conhecer Spock em sua juventude. Quando os produtores viram Zachary Quinto ('Heroes'), se convenceram de ter achado o cara certo. “Spock sempre foi fascinante para mim pelo conflito entre sua mente e emoções e por sua habilidade em manter um equilíbrio a despeito do que esteja acontecendo ao seu redor”, diz Quinto.


O ator gostou de trabalhar com Chris Pine e dois outros personagens clássicos que têm um papel essencial
em 'Star Trek': seus pais bigaláticos, Amanda Grayson e Sarek, vividos por Winona Ryder ('A Herança do Mr. Deeds'). Juntos, os dois criaram um casal contrastante ainda que ricamente sofisticado.

Para o papel do Dr. McCoy, que detesta voar mas que, devido a problemas pessoais na Terra, se devotou a ser um oficial-médico da Frota Estelar, a produção escolheu Karl Urban ('Doom'). “Tenho boas lembranças de assistir à série quando eu era criança, então tinha familiaridade com ela e já conhecia os tipos de personalidades e de relacionamentos”, diz o ator.

Com grande veia cômica, o papel do engenheiro da Enterprise, Scotty, ficou com Simon Pegg ('Um Louco Apaixonado'), que, impressionado com o convite, hesitou em aceitá-lo. “É algo peculiar viver um personagem que você conhece desde a infância”, ele observa, “principalmente porque James Doohan deu a Scotty uma grande caracterização”.

Zoë Saldana ('Ponto de Vista') vive a brilhante e bela oficial de comunicações da Enterprise, Uhura, uma das primeiras personagens negras na televisão e participante do primeiro beijo interracial da TV americana. Servindo como piloto da U.S.S. Enterprise na viagem inaugural está Sulu, interpretado por John Cho
('Tudo pela Fama'), que sentiu-se honrado em seguir os passos de George Takei. O lendário primeiro-capitão da U.S.S. Enterprise, Pike, apareceu em apenas três episódios da série original de TV. Visto pela primeira vez em profundidade, ele agora é vivido por Bruce Greenwood ('Não Estou Lá').

A filmagem épica que recriou um universo a anos-luz da Terra foi realizada quase que inteiramente no sul da Califórnia, em locações reais. Depois de muito debate, a produção tomou a decisão de fazer 'Star Trek' em
widescreen anamórfica. “Todos nós queríamos que esse filme tivesse a sensação de vastidão do próprio espaço, e a widescreen nos deu essa ideia expansiva e cinematográfica que ‘Trek’ nunca teve antes”, diz o diretor de fotografia Dan Mindel ('A Chave Mestra').

“Sempre acreditei que filmes devem criar uma ilusão completa. Há algo muito mágico no que fizemos: mantivemos os efeitos bastante orgânicos e usamos muita fotografia analógica para criar um filme espacial high-tech”, ele acrescenta.

Mas como atualizar e renovar um dos mais icônicos filmes de todos os tempos? Sobre a renovação da Enterprise, Abrams observa: “Tivemos que ser consistentes com a linha de tempo da série e ao mesmo tempo encontrar um visual próprio que seria futurista e bacana para o público atual. Há 40 anos, por exemplo, o ‘comunicador’ parecia ser altamente futurista, mas agora todos nós temos pequenos telefones nos bolsos que são muito parecidos. Então a abordagem foi pegar o que era familiar em 'Jornada nas Estrelas', especialmente a Ponte de Comando da Enterprise, e expandir a partir dali, tornando o design mais belo e incrível.”

Boa parte dessa tarefa ficou a cargo do desenhista de produção Scott Chambliss ('Missão Impossível III'), que diz: “Queríamos evitar o tipo de visão escura e mórbida do futuro que nos últimos tempos tornou-se popular em ficção-científica, já que Gene Roddenberry tinha outro pensamento.” Ele continua: “Nossa Enterprise tem
inspiração no trabalho de grandes designers da época, como Pierre Cardin, e também em 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Kubrick, ao honrar, e não imitar, certos aspectos.”

Um dos eternos prazeres de 'Jornada nas Estrelas' é a oportunidade de descobrir novos planetas e seres-vivos diferentes de qualquer coisa que um terráqueo já tenha visto. Delta Vega, o planeta gelo, foi criado por
Chambliss no ensolarado sul da Califórnia, no estacionamento do Dodger Stadium, que oferecia à equipe espaço suficiente para um planeta inteiro, além de ser alto o bastante para permitir uma vista constante do horizonte. O estacionamento, uma área de aproximadamente 15m x 38m, foi preenchido com “neve” (feita de produtos de papel biodegradável).

“Esculpimos grandes nacos glaciais que podíamos locomover como peças de xadrez para criar qualquer configuração ou ângulo”, diz Chambliss. Além disso, oito grandes máquinas de vento foram empregadas para simular uma tempestade de neve. Para criar o planeta Vulcano, parte de outro grande set, a produção dirigiu-se ao parque Vasquez Rocks Natural, em Agua Dulce, onde singulares formações geológicas já fizeram parte da lenda Trek, nos episódios dos anos 60 “A Licença”, “Arena”, “O Fator Alternativo” e “O Herdeiro”.

Um dos locais mais adorados na U.S.S. Enterprise é a Sala das Máquinas, onde o engenheiro-chefe faz sua mágica para manter a nave voando, independente do tipo de ataque que ela sofra.

Em 'Star Trek', um jovem Scotty vê sua introdução à Enterprise como uma aventura, ao ser acidentalmente atraído para dentro de um cano de refrigeração. Para filmar a viagem de Scotty pelo interior da nave, a equipe de produção fincou os pés em outro lugar inesperado: uma fábrica da Budweiser em Van Nuys, Califórnia. Os enormes tanques e tubulação de aço inoxidável criaram uma simulação perfeita das entranhas de uma nave em funcionamento. Não poderia haver maior contraste entre a bela e moderna Enterprise e a colossal e ameaçadora nave romulana Narada. A equipe de 'Star Trek' ficou eufórica em ter no filme uma nave nunca vista antes, que seria feita do zero.

Ao criar o interior exposto da Narada, Chambliss foi influenciado pelo arquiteto Gaudí, que gostava de revelar a estrutura interna dos prédios, virando a arquitetura do avesso. “Tivemos a ideia de usar cabos e canos
atuando como ligamentos, tendões e nervos da nave”, ele comenta. “Isso nos leva a um mundo obscuro e misterioso.”

Poucas histórias demonstram a rápida evolução de efeitos visuais nas últimas décadas quanto 'Jornada nas Estrelas'. A série original de televisão foi criada com um orçamento apertado, mas depois de 2001: UMA
ODISSÉIA NO ESPAÇO, GUERRA NAS ESTRELAS, ALIEN: O OITAVO PASSAGEIRO e outros filmes de efeitos visuais inovadores que se passam no espaço, a primeira série de filmes Trek inovou usando tecnologia futurística que o público de televisão nunca podia ter imaginado.

De certa forma, essa evolução chegou à sua conclusão lógica com 'Star Trek', tendo a Industrial Light & Magic se unido a J.J. Abrams para formular a mais visualmente espetacular aventura Trek até hoje. Quando chegou a hora de criar imagens para batalhas sem fim, perseguições entre criaturas e catástrofes planetárias, Abrams deu ao supervisor de efeitos visuais Guyett uma diretriz principal: realismo. Além disso, para manter um senso de história, o diretor pediu à ILM para compilar um rolo com as tomadas de maiores efeitos já vistas nos filmes Trek anteriores. “Por melhor que sejam, rapidamente percebemos que o que podemos fazer hoje em matéria de tecnologia é superior a qualquer coisa feita antes”, ele diz. “Foi uma honra poder oferecer o alto nível de empolgação visual que 'Jornada nas Estrelas' merece.”

Sobre ter criado um universo majestoso para a Enterprise explorar, Abrams diz que tudo isso só existe para tornar os personagens mais reais e intrigantes. Ele conclui: “As naves são legais, mas o que realmente interessa é quem está dentro delas. A ação e aventura do filme são pulsantes porque adoramos as pessoas a bordo da Enterprise. Queremos fazer parte dessa tripulação, estar na nave com ela, cruzando galáxias em uma incrível e divertida aventura. Essa foi nossa missão em cada aspecto da produção.”


Trailers do Filme

 

 

 

 

 

Fonte: Paramount