![]() | ||
![]() |
Feche seus olhos. Abra sua mente. Você estará despreparado. Sucker Punch - Mundo Surreal é uma fantasia de ação épica que leva o espectador para dentro da fértil imaginação de uma garota cujo mundo dos sonhos é o melhor refúgio da sua realidade sombria. Desimpedida dos limites do tempo e do espaço, ela está livre para ir aonde sua mente a conduzir, e suas aventuras incríveis confundirão as fronteiras entre o real e o imaginário. Babydoll (Emily Browning) foi presa contra a sua vontade, mas não perdeu o desejo de sobreviver. Determinada a lutar pela sua liberdade, ela motiva mais quatro garotas - a relutante Sweet Pea (Abbie Cornish), a sincera Rocket (Jena Malone), a sagaz Blondie (Vanessa Hudgens) e a intensamente fiel Amber (Jamie Chung) - a se unirem para tentar escapar de um destino terrível nas mãos dos raptadores Blue (Oscar Isaac) e Madame Gorski (Carla Gugino), antes que o misterioso High Roller (Jon Hamm) venha pegar Babydoll.
SOBRE A PRODUÇÃO Quando a realidade é uma prisão, sua mente pode libertar você... O cineasta Zack Snyder queria desafiar os limites entre fantasia e realidade em seu primeiro filme baseado em seu próprio conceito, o totalmente original Sucker Punch - Mundo Surreal. Snyder, que imaginou a história e coescreveu, produziu e dirigiu o filme, afirma que Sucker Punch - Mundo Surreal é um longa sobre fuga, literal e figurativamente. Ele mostra como a mente pode criar uma barreira quase impenetrável contra o mundo real, até onde estamos dispostos a ir e que sacrifícios estamos dispostos a fazer para sairmos de uma situação difícil. Seguindo 300 e Watchmen: O Filme, esse longa visualmente complexo é o resultado de uma ideia que, segundo Snyder, "era uma evolução para mim. Minha inspiração vem de arte e revistas de fantasia como a Heavy Metal. É um tipo de mistura entre essas influências, também de Além da Imaginação e da obra de Richard Bach."
A história completa foi desenvolvida por anos. "Eu escrevi um conto há algum tempo que incluía uma personagem chamada Babydoll", diz Snyder. "Quando eu o desenvolvi mais, a ideia evoluiu, se expandiu e ganhou vida própria." A produtora Deborah Snyder complementa: "Foi tão libertador para Zack criar algo sem expectativas antecipadas. Esse filme poderia ser qualquer coisa que ele quisesse. Mesmo com a história mudando com o tempo, seu núcleo sempre foi sobre essa garota, Babydoll, que enfrenta tantas adversidades que acaba fugindo para mundos fantásticos em sua mente a fim de lidar com o que está acontecendo à sua volta. Dessa forma, ela encontra uma grande força dentro dela. Ela é uma sobrevivente." Com uma boa parte da história e dos personagens formados, Zack Snyder se juntou ao seu amigo de longa data Steve Shibuya para coescrever o roteiro. "Juntos, Steve e eu trabalhamos em como tudo isso se enquadraria conjuntamente."
"Quando Zack veio falar comigo pela primeira vez, pensei que suas ideias para o filme eram muito ousadas", afirma Shibuya. "Ele queria fazer um filme sem nenhum limite quanto a ação, ter uma quantidade de espaço quase infinita dentro desses mundos intensamente diferentes para impulsionar as batalhas na tela o máximo possível - ou até mais -, tudo isso dentro da história de uma jovem que está literalmente lutando contra seus próprios demônios numa jornada com destino à redenção." Ironicamente, apesar de a história praticamente não ter limites de tempo e espaço, ela se passa num dos lugares mais restritos imagináveis - uma sombria instituição psiquiátrica de Vermont dos anos 60. Todavia, o filme leva o espectador junto com Babydoll, enquanto suas fantasias a levam para lugares de outro mundo que podem ser no passado, futuristas ou qualquer coisa que possa existir nesse meio termo. Ela e suas companheiras guerreiras, Sweet Pea, Rocket, Blondie e Amber, lutam com todo tipo de inimigo, desde gigantescas bestas samurais, soldados zumbis ressuscitados a dragões cuspidores de fogo. As garotas têm à sua disposição sua inteligência, um arsenal de instrumentos mortais e sua vontade de lutarem juntas para sobreviver. Pode parecer que não há limites para a imaginação de Babydoll enquanto ela cai nas suas próprias armadilhas e sonhos.
Lembre-se, se você não defender algo, sucumbirá por nada.
Em Sucker Punch - Mundo Surreal, Babydoll leva os personagens-chave para seus múltiplos mundos de fantasia, o que significa que cada um dos atores teve que representar múltiplos papéis, primeiro como seus personagens no hospício e depois como versões intensificadas deles mesmos em sua mente, alguns bons, outros maus. Emily Browning tomou o papel de uma jovem determinada a ser livre a todo custo. "As palavras ‘baby (bebê) e doll (boneca)’ fazem você pensar imediatamente em algo frágil", diz Browning, "mas ela não é nem um pouco. Para mim, é isso que torna essa personagem tão legal - na verdade, ela é bem durona, com um estoicismo inesperado." Ao se aprofundar na mente de Babydoll, Browning descobriu o que influenciou a personagem a ser tão resistente.
"Acho que as pessoas reproduzem as suas experiências em suas fantasias, a repressão que ela teve que suportar em sua vida. Ela tem essa visão quase simplista sobre os heróis e os vilões, os vilões são os homens como seu padrasto e, mais tarde, alguns dos monstros em suas fantasias. E o O Sábio em seus sonhos representa a figura paterna ideal, forte, mas realmente afetuoso e capaz de guiá-la e ajudá-la a fazer as escolhas certas." "Babydoll simboliza a transição entre pensar como uma criança e pensar como um adulto, quando a sua percepção do mundo muda", diz Zack Snyder. "Ela é uma guerreira, delicada e forte ao mesmo tempo, e Emily realmente personificou tudo que eu tinha visualizado sobre Babydoll. Ela tem um visual místico, atemporal, quase indeterminado e deu vida completa à personagem para mim." Browning sentiu o apoio de Snyder enquanto trabalhava para incorporar uma personagem tão querida para ele. "Zack obviamente tinha uma visão clara e sabia exatamente o que queria, mas, ao mesmo tempo, foi bastante cooperativo e totalmente aberto para outras ideias", ela conta. "Ele queria ter certeza de que eu estava feliz com a minha atuação."
A primeira amiga que Babydoll faz em seu novo ambiente é Rocket, uma garota determinada e um pouco ingênua que, com sua irmã mais velha, Sweet Pea, está no hospício há tempo bastante para ter aprendido as suas manhas. Jena Malone interpreta a impetuosa Rocket, que ela diz ser "um tipo de modelo de irmã mais nova - alguém que os outros protegem e tomam conta, mas que nem sempre gosta disso. Senti que Rocket era livre, na medida em que ela podia ver o mundo e nem sempre ser afetada por isso. Porém, sentir-se livre em seu mundo não é necessariamente algo positivo. Ter confiança demais, ou, no caso dela, uma sensação ilusória de confiança, tem seus riscos." A sensação ilusória de segurança de Rocket vem em parte de ter uma irmã mais velha que sempre esteve de olho nela. À medida que Babydoll conhece as meninas, fica claro que Sweet Pea age não somente como protetora de sua irmãzinha, mas também como líder do grupo. Sweet Pea considera a chegada de Babydoll uma ameaça à sua autoridade e posição como a favorita daqueles que têm o controle.
Abbie Cornish, que interpreta Sweet Pea, se conectou instantaneamente com a personagem. "Quando eu comecei a ler o roteiro, Sweet Pea foi a mais significativa para mim. Ela é uma figura materna que toma conta de Rocket, sua irmãzinha selvagem e imprevisível. Sweet Pea tem bons instintos e presta atenção neles. Ela entende como a disciplina funciona em seu mundo e o que ela precisa fazer para seguir em frente com a sua vida diária. Acho que Sweet Pea realmente acredita que se elas abaixarem a cabeça, trabalharem duro e fizerem o que mandam, um dia sairão de lá. A ideia de tentar escapar - e suas consequências - assusta mais a ela do que a Rocket.” Uma garota que definitivamente segue a liderança de Sweet Pea é Blondie, cujo apelido não corresponde à sua aparência. O papel é interpretado pela bela de cabelos negros Vanessa Hudgens, que diz que "Blondie é muito doce e um pouquinho assustada, e esse medo pode tirar o seu melhor. Ela tem seus momentos de ‘loira’ de vez em quando, mas, quando parte para as cenas de ação, é superagressiva." Vanessa não vai esquecer dessa experiência tão cedo. "Esse projeto foi diferente de tudo que eu já fiz, e trabalhar nele me deu muita força. Ainda é raro ver mulheres botando para quebrar em filmes, especialmente de uma maneira que ninguém viu antes, e o fato de Zack ter feito isso e eu fazer parte, faz com que ele seja meu herói", diz ela com um sorriso.
Outra personagem que encontra sua coragem no campo de batalha é Amber, que ganha suas asas levando as outras garotas para um local seguro em mais de uma ocasião. Jamie Chung, que interpreta o papel, diz que "Amber é o tipo de garota que quer se enturmar, ser aceita. Então ela tenta agradar todo mundo e é um pouco submissa. A ideia de liberdade, de escapar de verdade, a assusta e a ajuda a encontrar sua coragem. Essa coragem recém-descoberta se traduz nos mundos de fantasia de Babydoll. Seja um helicóptero, Meka ou B-25, o seu trabalho é ter certeza de que os outros possam alcançar seus objetivos na terra ou no ar e sejam levados em segurança quando estiverem prontos para sair de algum local. Ela tem que fazer o seu trabalho direito, ou tudo dará errado, e ela se importa demais com as outras gartoas para decepcioná-las. O sentimento de devoção desenvolvido entre os personagens foi uma reflexão direta das conexões criadas entre as atrizes fora de cena. "A química que cada uma dessas cinco mulheres tiveram umas com as outras foi bastante óbvia, dentro e fora do set de filmagens", observa Deborah Snyder. "Isso é algo que você não pode inventar, é algo mágico que acontece. E num filme como esse, em que os personagens devem criar uma ligação indestrutível com os outros, essa mágica tem que estar lá. Tivemos sorte, pois cada uma delas teve uma devoção muito forte para com o projeto e entre elas, e eu realmente acho que isso pode ser visto no filme." "Não consigo imaginar atrizes diferentes fazendo nenhum desses papéis", acrescenta Zack Snyder. "Todas elas incorporaram perfeitamente o que eu havia imaginado quando criei essas garotas e se apresentaram de uma maneira que me surpreendeu."
Além das cinco jovens rebeldes, as figuras de autoridade do hospício aparecem distintamente na imaginação de Babydoll. Carla Gugino interpreta a Dra. Vera Gorski, que vai de psiquiatra a Madame quando a fantasia assume o controle. Tentando ajudar as jovens a sobreviver, ou mesmo a escapar, a personagem também está sob domínio e se ilude ao pensar que tem algum tipo de autoridade. "Essa é uma mulher que sente muito, mas não se expressa quanto a isso", diz Gugino sobre sua personagem, cujo sotaque revela suas origens do Leste Europeu. "Eu senti que ela é muito severa, e devido à época e ao local onde cresceu, provavelmente passou por muitas coisas em sua vida, coisas muito piores de que aquelas garotas jamais saberão. Ela é parte do estabelecimento, mas também se preocupa com elas, então sua tática é ‘deixe-me descobrir como ajudá-las a passar por isso e dar poder a elas neste mundo precário.’" O homem que tenta usurpar do seu poder recém-descoberto é Blue, que primeiro vimos como um servente, mas, por fim, comanda o espetáculo com punhos de ferro. Oscar Isaac interpreta o papel.
"Acho que Blue provavelmente é alguém que se sentiu sem poder nenhum em sua vida e agora pode reivindicar isso naquelas garotas", comenta Isaac. "Ele quer o respeito delas e quer controlá-las. É claro, ele se importa com ele mesmo e com tudo que ele pode conseguir. E se elas não cooperarem com ele, as consequências serão severas." Uma das consequências para Babydoll está nas mãos de um personagem que é chamado apenas de High Roller, um homem um tanto ambíguo interpretado por Jon Hamm. E o verdadeiro e único aliado que as garotas têm é O Sábio, um papel que Snyder criou tendo em mente seu amigo Scott Glenn. "O Sábio realmente representa a voz que está dentro de sua cabeça", diz o diretor, "aquela que você queria ter ouvido mais vezes. Ele é o mentor e a energia adulta masculina positiva do filme. A perspectiva e o humor que Scott trouxe ao papel eram exatamente o que ele precisava."
Glenn apreciou o estilo eclético do filme: "Tem ação, tem aventura, é sexy, engraçado e assustador." Ao falar de todas as épocas e cenários em que seu personagem aparece, ele acrescenta: "Uma das principais coisas que me chamaram a atenção foi o desafio de habitar o filme em todos os seus mundos diferentes. Estou no Japão do século XV, na Primeira Guerra Mundial, num planeta alienígena no futuro... Ao longo de tudo isso, O Sábio serve de guia tanto para as garotas quanto para o público, como um tipo de monge-guerreiro." Sua luta pela sobrevivência acaba de começar
Trailers do Filme
|