Baseado na aclamada obra Reservation Road de John Burnham Schwartz, Traídos Pelo Destino é um suspense dramático do diretor e roteirista duas vezes indicado ao Oscar® Terry George (Hotel Ruanda). Traídos Pelo Destino acompanha a vida de dois pais quando suas vidas e suas famílias convergem em uma história sobre ira, vingança e muita coragem.

Em uma noite quente de setembro, o professor universitário Ethan Learner (Joaquin Phoenix, duas vezes indicado ao Oscar®), sua esposa Grace (Jennifer Connelly, vencedora do Oscar®) e sua filha Emma (Elle Fanning) estão assistindo ao recital de violoncelo de seu filho de 10 anos, Josh (Sean Curley). Os pais estão orgulhosos do filho e a irmã o admira. Na volta para casa, eles param em um posto de gasolina na Reservation Road. Lá, em um terrível instante, Josh é levado para sempre.

Em uma noite quente de setembro, o advogado Dwight Arno (Mark Ruffalo) e seu filho de 11 anos, Lucas (Eddie Alderson) estão em um jogo de baseball de seu time favorito – o Red Sox. Dwight adora estar com o filho. Levando-o de volta para casa de sua ex-mulher, Ruth Wheldon (Mira Sorvino, vencedora do Oscar®), Dwight segue para um encontro fatídico na Reservation Road.

O acidente acontece tão rápido que Lucas nem se dá conta, enquanto Ethan – a única testemunha – está chocado e Dwight foge em pânico. A polícia é chamada e uma investigação tem início. Assombrados pela tragédia, os dois pais reagem de formas inesperadas, assim como Grace e Emma. Conforme a verdade se aproxima, Dwight e Ethan são forçados a tomarem as decisões mais difíceis de suas vidas.

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SOBRE A PRODUÇÃO

O diretor e roteirista Terry George estava à procura de um filme após Hotel Ruanda, que recebeu três indicações ao Oscar®. George conta: “Eu fui atrás de Traídos Pelo Destino em parte porque ele investiga os motivos da vingança, da raiva e do medo, e aonde isso leva as pessoas. Nesse mundo pós-11/9, o ‘olho-por-olho’ precisa ser examinado através da mídia. O que acontece quando aquilo que vemos na TV – vingança – chega a você de uma forma muito pessoal? Eu vi a história como algo realista e importante.”

O produtor Nick Wechler afirma: “A narrativa é cheia de suspense, como se as vidas desses dois homens estivessem sendo lançadas em uma rota de colisão. É uma história muito tensa e poderosa, você não consegue deixar de pensar ‘o que eu faria no lugar de um desses dois pais?’”

“Dwight fez algo e não pode voltar atrás”, acrescenta o autor e roteirista John Burnham Schwartz. “Ethan começa a considerar fazer mais coisas que não têm volta.”

A história e os personagens surgiram na obra de Schwartz, Reservation Road. Publicada em 1998, o livro foi escolhido pelo The New York Times como um dos destaques do ano e foi considerado pelo The Los Angeles Times como “um milagre sombrio e irresistível: um suspense de tirar o fôlego.”

Schwartz comenta: “Como muitos contadores de histórias, acho que situações extremas me atraem. Eu queria ver quem os personagens se tornariam em uma situação de extrema pressão. Foi quando imaginei o personagem de Dwight que eu o visualizei como um pai também. Foi quando todo o cenário da narrativa veio à tona.”

“Grandes tragédias envolvem vida e morte e família, e acho que Traídos Pelo Destino é um exemplo clássico disso”, diz George. “O que acontece com essas pessoas é trágico e muito humano. Essas emoções, somadas ao suspense da caça por Dwight tornaram a história perfeita para as telas.”

O autor trabalhou no livro durante muitos anos. Ainda demoraria mais alguns anos até que o romance virasse um filme. Schwartz revela: “Ele foi adquirido por cinco anos por duas produtoras. No fim das contas, minha esposa, Aleksandra Crapanzano, que é roteirista, me encorajou adaptá-lo pessoalmente. Eu fiz um roteiro em seis meses. Fui atrás novamente e houve um novo interesse.”

“Mas Nick Wechsler foi o primeiro produtor que me ligou. Ele tinha lido o livro em uma tarde e me ligou logo em seguida. O que ele tinha a dizer sobre o que chamou a atenção na história e porque ele achava que aquilo daria um bom filme, me deu uma sensação de perspectiva compartilhada. Isso era importante, já que romancistas por natureza sentam-se sozinhos em um quarto e não costumam ser colaboradores. O processo então se tornou um grande aprendizado pra mim. Nick adquiriu os direitos em fevereiro de 2005,” conta.

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Enquanto desenvolvia o projeto, Wechler também produzia Os Donos da Noite, seu terceiro filme com Joaquin Phoenix. O produtor levou o roteiro de Traídos Pelo Destino para Phoenix, que respondeu imediatamente.

O produtor A. Kitman Ho, duas vezes indicado ao Oscar®, havia trabalhado com George e Phoenix em Hotel Ruanda. Por sorte, “Joaquin amou o roteiro e sugeriu mostrá-lo ao Terry”, diz Ho. “Terry e eu estávamos desenvolvendo um outro projeto quando esse caiu em nossas mãos.”

George imediatamente passou a trabalhar em Traídos Pelo Destino. Ele explica: “Eu peguei o roteiro e li o livro, depois comparei os dois. Eu queria encontrar o imediatismo daquilo, e prender o público na vida desses personagens para ver como eles interagem. Todos eles vivem em uma cidade pequena, e pela natureza das cidades pequenas pelos EUA e pelo mundo, os caminhos das pessoas vão se cruzar.”

Do ponto de vista do ator, Phoenix diz que “teve uma reação visceral ao roteiro. Eu gostava do fato de ser um suspense, mas o mais interessante era que contava com sucesso os dois lados da mesma história; tanto Ethan quanto Dwight são totalmente desenvolvidos, completamente diferentes e únicos. Terry George entende as emoções profundas, mas não é sentimentalista. Eu sabia que ela encontraria um equilíbrio.”

George comenta: “Era importante investigar todos os personagens, realmente entrar na cabeça deles e enxergar o que eles estavam vivendo. Ethan tem uma vida quase idílica, e de repente o mundo desaba para ele e para sua mulher. No caso de Dwight, o acidente faz parte de uma vida de adiamentos e más decisões. Será que ele finalmente vai aceitar quem ele é e o que vai se tornar?”

Traídos Pelo Destino logo se tornou o primeiro filme de uma parceria entre a Focus Features e a Random House Films. O acordo de vários anos, anunciado em novembro de 2005, coloca as empresas desenvolvendo filmes juntas, depois co-produzindo-os e co-financiando-os. Reservation Road foi publicado em 1998 pela Random House. Para coincidir com o lançamento do filme, a editora relançou o livro para um público maior para ações casadas com o filme.

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Com a produção assegurada, o processo de seleção do elenco progrediu rapidamente. George afirma: “Joaquin e eu falamos sobre quem poderia interpretar Dwight e Mark Ruffalo foi a primeira pessoa em quem nós pensamos. Nós dois o conhecíamos e queríamos trabalhar com ele.”

Ruffalo ficou atraído não apenas pelo “aspecto gato-e-rato do suspense, mas por como o cruzamento dos caminhos desses dois homens cria um drama intenso que diz algo sobre os aspectos da humanidade. O personagem de Dwight me intrigou porque ele não é do tipo de pessoa que a gente logo descarta, fica um pouco com um pé atrás e depois diz ‘que cara escroto’. Eu adorei o desafio de encontrar o que havia de humano nas ações de Dwight e em como ele reage. Essas coisas acontecem o tempo todo, em fração de segundos. Eu tentei não julgá-lo tanto.”

“A chave foi a fala ‘fugir não é o mesmo que estar livre’. Dwight é um fracassado que se odeia muito. Nesse ponto de sua vida, ele está lutando para fazer as pazes com ele mesmo e com seu passado. Depois do acidente, ele se torna cada vez menos parte do mundo dos vivos. O que o faz continuar é seu amor pelo filho e a percepção da importância de ser um pai, e o que ele faz pelo filho.”

Schwartz se empolga: “Mark está perfeito como Dwight. Ele encontrou variações do personagem que só um grande ator poderia. Vendo-o trabalhar, vi surgirem coisas que eu não havia escrito, mas ele conseguia chegar lá.”

“Esses dois pais, apesar de muito diferentes, formam um paralelo no que se refere a seus relacionamentos. Ambos amam seus filhos e há a proximidade entre eles que vai crescendo cada vez mais,” continua.

Phoenix havia entrado no lugar de Ruffalo no filme Sinais alguns anos antes, quando Ruffalo teve de sair do projeto devido a uma emergência. Phoenix brinca: “Eu lembro quando assisti a Conte Comigo, eu quase me aposentei. Eu pensei ‘seja lá quem for esse Mark Ruffalo, ele é o melhor e está fazendo algo muito especial’. Ele é simplesmente um ator incrível.”

“Foi muita sorte nossa Mark querer fazer parte dessa jornada em Traídos Pelo Destino. Como colega de trabalho, ele se mostrou constantemente surpreendente e emocionalmente disponível, com um entendimento brilhante do personagem e da história”, diz.

Ruffalo revela: “A idéia inicial era que eu e Joaquin não nos víssemos nunca até o momento de fazermos nossas cenas juntos. Mas nós nos demos tão bem que acabamos passando muito tempo juntos. Ele é um de nossos melhores atores e eu sabia que poderia aprender um bocado trabalhando com ele em Traídos Pelo Destino – e realmente aprendi. Ele é generoso e solícito.”

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George continua a elogiar o “incrível poder como ator” de Phoenix. “Tem uma verdade no Joaquin que mantém você com os pés no chão; ele não deixar rolar nada que seja falso, que não soe verdadeiro. Para um diretor, isso dá segurança emocional.”

Tentando entender melhor seu personagem, Phoenix sentiu que era extremamente necessário “conhecer pessoas que tiveram essa terrível experiência. Nós contatamos o Mothers Against Drunk Driving (M.A.D.D.), que nos apresentou diversas pessoas que vieram dividir suas histórias conosco. Pude ver ao vivo a amargura e a dor que parecem nunca desaparecer.”

“Eu também li diversos livros sobre a dor e a perda e aprendi como homens lidam com a perda diferentemente das mulheres, e como as famílias podem se desequilibrar. Se estávamos contando essa história, para mim era muito importante que ela fosse contatado da forma mais precisa possível e que compreendesse quais eram as experiências dessas famílias”, completa Phoenix.

Também foram fundamentais para a história os personagens das mães e dos filhos. Wechsler e Phoenix já haviam trabalhado com Jennifer Connelly antes. “Ela era minha primeira escolha para o papel de Grace”, afirma Wechsler. Schwartz confirma: “Durante a elaboração do roteiro, ela foi a primeira pessoa em quem eu pensei para o personagem. Uma vez no set, nas cenas em que Grace estava sofrendo, eu vi que Jennifer era a Grace. Para o bem dela, espero que ela faça um comédia depois”, brinca.

Connelly confessa: “Eu li o roteiro, deixei-o na mesa e lágrimas caíam dos meus olhos enquanto eu me dirigia ao meu marido. Eu disse a ele ‘eu acabei de ler o roteiro mais lindo.’ Era muito tenso, tocante e catártico. Eu também li o livro e fiz observações sobre ele: ‘Hum, eu vou usar isso’, ou ‘Hum, não sei se isso vai funcionar para o que eu quero fazer.’ Mas Grace foi, sem dúvida, o papel mais difícil que eu já interpretei.”

George, que não fez um ensaio com os atores na pré-produção, acrescenta: “Essa história tinha que ser baseada na realidade – e em uma realidade emocional que as pessoas nunca querem encarar. Com esse elenco, fomos muito felizes por eles poderem explorar isso.”

Ruffalo ressalta: “Eu trabalhei com pouquíssimos diretores que relaxam e discutem as coisas como Terry faz. Um dos temas em seus filmes, e por sua própria experiência de vida, é o perdão; você olha para alguém que você ‘demonizou’ e vê que existe um ser humano ali.”

Connelly diz: “Você pensa ‘que tipo de vilão faria isso?’ Ver Ethan chegar cada vez mais perto de Dwight, o homem que ele está tentando pegar, é tão cheio de suspense que você vai se preparando para o que vai acontecer entre eles.”

“A paciência e o apoio de Terry no set foram maravilhosos. Ele é uma das minhas pessoas favoritas com quem já trabalhei. Eu sei que Terry foi ótimo com o Joaquin também; através das performances humanizadoras dele e do Mark, você torce tanto pelo Ethan quanto pelo Dwight.”

Phoenix diz: “No set e durante as tomadas, nós descobríamos coisas no momento, algo que eu já sabia que Terry fazia muito bem. A jornada de fazer um filme é misteriosa quando você começa. Você não sabe bem como as coisas vão acabar, que é parte da graça e diversão de se fazer um filme. O motivo pelo qual Traídos Pelo Destino foi um dos filmes mais difíceis que eu já fiz – e acho que pelo qual Jennifer sentiu que esse foi o filme mais difícil que ele já fez – foi que cada cena era uma descoberta. Como não ensaiamos, nos entrávamos sem saber a resposta. Tínhamos liberdade em termos de movimento porque Terry usava diversas câmeras, muitas das quais operadas na mão.”

Connelly comenta: “Joaquin está sempre explorando; ele não deixa nada sem revirar, então cria um ambiente de trabalho em que outro ator não pode ser preguiçoso – o que é ótimo, sobretudo porque nem sempre eu sabia para onde ir com meu personagem.”

“Há diferentes estágios na dor de Grace,” continua. “No início, Grace está apenas em choque e é difícil para ela entender o que aconteceu. Depois ela passa à extrema culpa, ódio próprio e medo. No final, ela consegue perceber que, para o bem de sua família, ela tem que aceitar e lidar com o dia a dia.”

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A vencedora do Oscar® Mira Sorvino, que interpreta Ruth, a ex-mulher de Dwight – que também é a professora de música dos filhos de Ethan e Grace – comenta: “Eu fiquei assombrada com o roteiro; ele é muito excitante e cheio de suspense. Acho que o público vai assistir ao filme com muita ansiedade, esperando para ver o que vai acontecer em seguida.”

Sorvino complementa: “Minha personagem é agora uma professora de música numa escola primária, mas ela era uma cantora de jazz. Então eu vejo que ela se sente completa e verdadeiramente orgulhosa em levar música para a vida das crianças. Ruth quase se comunica melhor com crianças do que com adultos. Ela encoraja Emma para ajudá-la a aceitar o que aconteceu.”

Elle Fanning, que já havia interpretado de forma notável uma criança que passa por uma tragédia familiar em Provocação, vê a família de sua personagem “tentando voltar aos eixos, tentando se curar. Eu aprendi muito com o Joaquin e a Jennifer. Eu entrava no clima e no meu personagem e tentava ser o mais real possível. Terry sempre soube exatamente o que queria, mas ele também deixa você dar sua opinião”.

Traídos Pelo Destino é em ultima instância uma história sobre como continuar a amar – sua família, seu mundo, você mesmo – depois de uma tragédia. Todos na história enfrentam esse desafio.

   

 

Fonte: Paris Filmes
Fotos: Yahoo Movies

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