O produtor executivo Steven Spielberg afirma que é fã dos 'Transformers' desde quando eles apareceram — e, em especial, do Bumblebee: “Eu lia os quadrinhos e comprava os bonecos. Apesar de brincar com meus filhos, era eu quem os colecionava e ficava imaginando o dia em que a Hasbro os transformaria num grande filme”. Steven Spielberg não era o único a pensar assim; vários produtores do filme tiveram o mesmo impulso. Enquanto o produtor e ex-executivo de estúdio Lorenzo di Bonaventura ('Scooby Doo') e o presidente da Hasbro, Brian Goldner, conversavam sobre possíveis idéias para filmes baseados nos 'Transformers' e em outras franquias, o também produtor Tom DeSanto ('X-Men - O Filme') abordava Don Murphy para criar uma parceria num grande projeto.

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O diretor Michael Bay havia recebido ofertas de vários projetos de super-heróis, e sempre os recusou pelo mesmo motivo dos fãs de personagens originais: não gostar de suas interpretações na tela. Quando Spielberg o convidou para dirigir um filme que daria vida a uma linha de brinquedos de 20 anos e que havia sido imortalizada em lancheiras, quadrinhos, games e desenhos animados, Michael Bay percebeu que teria de enfrentar um exército de fãs ardorosos e dedicados aos bonecos de ação originais.

“Eu só participaria na condição de fazer algo que pudesse ser o mais foto-realístico possível. Esses robôs são os módulos mais complexos que a ILM (Industrial Light & Magic) já fez. Não poderíamos ter realizado isso há dois anos. Acho que essa é a minha resposta àqueles que reclamam que os robôs parecerão um pouco diferente dos originais. Às vezes é melhor deixar o trabalho responder por si só”, argumenta o diretor. Steven Spielberg acrescenta: “Michael Bay não faz filmes pequenos. O valor de produção deste filme é maior que ARMAGEDDON e PEARL HARBOR, na minha humilde opinião. 'Transformers' é forte e assustador onde tem que ser, e surpreendentemente engraçado nos momentos certos”.

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Para Lorenzo di Bonaventura, o objetivo do projeto foi sempre ser fiel ao espírito original dos 'Transformers'. “Frustrar nossos fãs seria como frustrar a nossa família. Os 'Transformers' têm uma história rica e uma mitologia estabelecida que inspirou e atraiu a todos nós”, diz ele.

Dono de uma coleção de 35 mil exemplares de revistas em quadrinhos, o produtor Tom DeSanto jura que desde criança sonhava em fazer um filme dos 'Transformers' , o que só ocorreu a partir de um encontro com seu sócio, Don Murphy, numa convenção de quadrinhos em San Diego. Ele conta: “Percebi que as crianças dos anos 80 cresceram e que, agora, provavelmente, queriam ver filmes baseados em todas aquelas coisas à minha volta. Fazia muito sentido”.

Tom DeSanto lembra que quando a DreamWorks revelou que Steven Spielberg havia adorado a idéia do filme, ele não acreditou. “Para o garoto de Nova Jersey dentro de mim, saber que Steven Spielberg gostava dos mesmos robôs que eu, já era uma emoção. O resto foi um sonho. Eu me perguntava: ‘Como foi que cheguei aqui?’”, brinca o produtor.

Lorenzo di Bonaventura atesta: “A Hasbro e a Paramount estavam muito empolgadas com o processo de colocar outro produto de sucesso no formato de live-action, e é claro que isso só ocorreu porque os 'Transformers' são uma das jóias da empresa, uma marca que Brian (Goldner, produtor executivo) acreditava ter muito potencial”.

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O ator Shia LaBeouf ('Paranóia'), que interpreta Sam Witwicky, o adolescente que tem seu próprio dilema a enfrentar quando se vê no centro de uma guerra de dois mundos, resume bem: “As pessoas amam ou odeiam Michael Bay. Isso é fato. Ele é o diretor de ação mais louco do planeta. É um general: durão e decidido, mas com muito senso de humor e muita percepção visual. Ele é gênio”. O Transformer favorito de Shia era o Bumblebee, seguido do Decepticon Frenzy. Quando lhe perguntaram sua opinião sobre a atualização de alguns aspectos de design dos robôs, Shia LaBeouf mostrou-se filosófico: “Temos que acompanhar a mudança dos tempos. A história não podia ficar presa à década de 80. Cinematicamente falando, é preciso amplificar o perigo. O Megatron® agora é um jato alienígena que você nunca pôde imaginar antes”.

Megan Fox ('Férias no Paraíso') faz o papel de Mikaela, a garota mais bonita da escola, mas que não se interessa pelas coisas de “mulherzinha”, como suas colegas. A atriz dá mais detalhes sobre a sua personagem: “Ela gosta de trabalhar com carros e é envolvida no mundo dos robôs por acidente. E se vê no meio dessa confusão com o Sam e sente que tem que protegê-lo”. Em tempo: seu Transformer favorito é o Starscream.

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Como muitos, Tyrese Gibson ('Mais Velozes, Mais Furiosos'), que faz o Sargento Técnico Epps, é atraído pela inteligência e poder do Transformer Optimus Prime. Para se preparar para o papel de um dos elementos, ele teve de enfrentar exercícios pesados no Centro de Treinamento Nacional de Fort Irwin sob um sol de quase 50 graus centígrados. Ele também é membro de uma Equipe Tática Especial que inclui o Capitão do Exército Lennox, interpretado por Josh Duhamel ('Turistas'), ator indicado pela revista People Magazine’s como uma das 50 Pessoas Mais Bonitas. Josh Duhamel não pensou duas vezes em aceitar o papel quando viu a magnitude do acesso militar que receberiam, os efeitos especiais e a atenção aos detalhes. “Tive muita sorte em participar deste filme”, afirma o ator. “Tentei alcançar minha melhor forma e aproveitar a experiência nos campos de treinamento para compreender o que os soldados têm que passar para estarem preparados para irem para lugares como o Iraque ou o Afeganistão”.

Todos os atores ficaram impressionados com o mistério que cercou o projeto. A maioria recebia páginas do roteiro contendo apenas suas cenas. Um dos poucos atores a receber o roteiro inteiro antes das câmeras começarem a rodar foi John Turturro ('O Bom Pastor'), que interpreta o agente Simmons. Mas mesmo antes de ler a história, ele já conhecia bem os brinquedos e recebeu um “cheque-mate” em relação à sua participação no filme, como lembra: “Meu filho de 16 anos disse que eu tinha que trabalhar neste filme de qualquer jeito”.

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Jon Voight ('Lara Croft - Tomb Raider'), no papel do Secretário da Defesa John Keller, já conhecia bem o estilo de ritmo rápido do diretor, seu amor pela ação e seu desejo pela perfeição. Ele garante: “Todos os filmes de Michael Bay refletem seu enorme senso de humor, seja qual for a seriedade do tema”. Jon Voight não estava familiarizado com os brinquedos 'Transformers' , mas sempre soube que, durante anos, eles foram os personagens favoritos de milhões de crianças em todo o mundo. Por isso, o ator acredita que este filme irá solidificar os robôs numa franquia de sucesso nos próximos anos.

À medida que os efeitos visuais ganham mais sofisticação e os personagens gerados por computador tornam-se cada vez mais parte integrante dos principais filmes, a pergunta continua: como um ator consegue interpretar quando não tem ninguém para contracenar? Shia LaBeouf, Megan Fox e outros atores passaram bastante tempo erguendo seus pescoços, olhando para o alto de uma grua que podia ser esticado para acomodar a altura de qualquer robô: seis metros para o Bumblebee, 12 metros para o Optimus, etc. Shia LaBeouf admite: “A gente tem que olhar para aquela grua com paixão, e isso é bem difícil”.

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John Turturro completa: “Ajudava bastante quando Michael [Bay] colocava Mark Ryan, o ator que empresta sua voz ao Bumblebee, no set, falando com a austeridade do gigante que a gente imaginava que seria colocado ali. Mas nem a imaginação podia criar os robôs que o público verá no filme”. Megan Fox, que não gosta de ver sua atuação durante as filmagens, esperou ansiosamente para assistir ao filme e ver a cena em que Mikaela e Sam passam toda a seqüência conversando com um grupo de Autobots®. Ele recorda: “Ficamos numa rua conversando com ‘ninguém’ durante três dias. Só tinha o Shia e eu ali falando para o céu. Tinha que ver como isso ficou na tela!”. LaBeouf observa que seu trabalho não foi apenas de memorizar as falas, mas de memorizar os movimentos também: “Eu tinha que interpretar as falas 1, 2 e 3 parado aqui e olhando para cima; depois o robô pulava sobre mim, e ia para lá, e eu dizia as falas 4 e 5; depois ele vinha para cá e transmitia uma determinada emoção, e eu tinha que reagir a isso dizendo as falas 6, 7 e 8 e me afastando do robô, de forma que ele ficasse atrás de mim. É como fazer uma dança coreografada, e a dificuldade maior foi manter a continuidade do personagem de uma cena para a outra”.

Lorenzo di Bonaventura aproveita para explicar: “Era óbvio que não poderíamos produzir um filme sem o Bumblebee, o Optimus Prime e o Megatron. Depois de fazermos uma votação entre os membros da equipe para descobrir quais eram os favoritos, perguntamos aos fãs e criamos uma lista com os escolhidos. Sabemos que muita gente vai sentir falta de outros tantos robôs, mas seria impossível dar vida a todos eles”. O produtor Steven Spielberg conclui: “Estou muito orgulhoso de ter participado deste filme e das contribuições dadas por cada pessoa que trabalhou no projeto. Espero que 'Transformers' seja o primeiro de uma franquia de sucesso”.

 

Fonte: Paramount Pictures
Fotos: Yahoo! Movies

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