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Wagner Moura retoma o personagem mais marcante de sua carreira, o capitão Nascimento, na seqüência de Tropa de Elite, filme também dirigido por José Padilha, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlin, 2008. Nascimento, dez anos mais velho, cresce na carreira: passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Sub Secretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e coloca o tráfico de drogas de joelhos, mas não percebe que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: policiais e políticos corruptos, com interesses eleitoreiros. Agora, os inimigos de Nascimento, são bem mais perigosos.
SOBRE O FILME Oriundos do documentário, José Padilha e Marcos Prado gostam de imprimir na tela o máximo de realidade possível. Uma equipe de efeitos especiais, com nomes de peso em Hollywood, como Bruno Van Zeebroek, de “Transformers”, William Boggs, de “Homem-aranha”, e Keith Woulard, de “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “Independence Day” e “Forrest Gump”, foi importada diretamente para o set de Tropa 2 a fim de dar maior veracidade às inúmeras reviravoltas de ação do filme. O presídio de Bangu 1 foi reconstruído em seus mínimos detalhes num estúdio de mil metros quadrados, consumindo cerca de 15% do orçamento. Corpos carbonizados foram criados pelo mestre da maquiagem Martin Trujillo. Câmeras foram penduradas em cordas para dar maior proximidade e ineditismo à marcante fotografia de Lula Carvalho. Um andar inteiro de um nobre edifício na Presidente Vargas voltou a ser sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado. E um grande trabalho de pesquisa, que teve como consultores Rodrigo Pimentel, o deputado estadual Marcelo Freixo, e a delegacia comandada pelo delegado Cláudio Ferraz, foi realizado por quase dois anos antes de o roteiro de Mantovani e Padilha ganhar forma.
Seja pelas opções inéditas de venda de cotas do projeto diretamente a investidores privados. Seja pela distribuição e lançamento independentes do filme, sem intermediários e com o apoio da Globo Filmes, “Tropa de Elite 2” tem tudo para ser o precursor de uma nova forma do se produzir e de se distribuir cinema no Brasil. Tamanho cuidado e originalidade só têm um objetivo: permitir que Nascimento, personagem que foi transformado em protagonista e narrador na sala de montagem de Tropa 1, viva na tela, de forma inusitada e com a maior credibilidade possível, um mergulho em descobertas nem sempre óbvias e simples. Onde o inimigo de outrora não será mais o mesmo. E sim outro, muito mais complexo. Em Tropa 2 o principal arco dramático do filme, que no primeiro Tropa foi de Mathias (André Ramiro), será de Nascimento. Como o próprio Nascimento diz em Tropa 2, agora é pessoal.
DIREÇÃO José Padilha Então diretor do premiado documentário “Ônibus 174”, de 2002, José Padilha supreendeu o mercado O caminho de polêmica e de prêmios de “Ônibus 174” se repetiu com ainda mais força no Tropa de Elite, que ganhou o Urso de Ouro em Berlim. Além de Onibus 174, Tropa de Elite, e Tropa de Elite 2, Padilha dirigiu também dois outros documentários: Secrets of the Tribe (2009), que abriu este ano em Sundance; e Garapa (2009), que abriu ano passado em Berlin. Todos os filmes ganharam inúmeros prêmios nacionais e internacionais.
“De certa maneira, Onibus 174 e Tropa de Elite tem a mesma premissa: tentam mostrar como o Estado contribui para a violência urbana administrando muito mal as instituições que deveriam coibi-la, como o sistema prisional, os educandários para pequenos criminosos, e as polícias. Tropa de Elite 2 retoma este mesmo tema, mas agora em um ponto mais perto das instâncias decisórias, mais perto da política. Em Tropa 2, eu não tentei produzir puro entretenimento. Tentei abordar um tema que me é caro. Sem sair de dentro da trama, sem tirar o olho do espectador da ação. Sem pausas para reflexão. Tentei fazer um cinema que não faz inferências morais pelo espectador, que não lhe diz o que pensar e quando pensar, que não contém pausas deliberadamente construídas para isto. Tentei fazer um cinema que comenta a violência urbana atravéz da sua dramaturgia, e não por meio de metáforas ou de discursos intelectualizados. Não acho que este seja o melhor cinema, o único cinema possível. Acho apenas que é o cinema adequado para o roteiro que escrevemos, e cujo objetivo foi o de gerar uma uma inquietação no expectador, de lhe proporcionar uma experiência que se transforma em reflexão após o filme, e não necessariamente durante a sua projeção”. "Tropa 2 custou quase R$ 15 milhões, mais o lançamento previsto em R$ 4 milhões”, diz.
ELENCO Wagner Moura O capitão Nascimento envelheceu, ganhou maturidade e novos questionamentos. Sua atuação no primeiro O ator de “Deus é Brasileiro” (2003), “Carandiru” (2003), “O Homem do Ano” (2003), “O Caminho das Nuvens” (2003), “A Máquina” (2005), “Cidade Baixa” (2005), “Saneamento Básico” (2007) e Romance (2009), volta a encarnar Nascimento, desta vez também como coprodutor do filme.
Irandhir Santos Só em 2009, Irandhir Santos marcou presença em três grandes produções: “Besouro”, de João Daniel Tikhomiroff; “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, de Karim Ainouz e Marcelo Gomes; e “Olhos Azuis”, José Joffily. Em “Tropa de Elite 2”, o Quaderma da minissérie A “Pedra do Reino” (2007/Luiz Fernando Carvalho) ou
Pedro Van Held
A declaração de Pedro Van Held traduz um pouco a dimensão do que significou para ele fazer o Rafael, filho de Nascimento e Rosane, em “Tropa 2”. Agora no ar na TV Globo em “Malhação”, Pedro começa a trilhar um novo caminho profissional. Sua primeira experiência como ator foi já no cinema, numa grande e esperada produção nacional, e contracenando com um elenco de peso, que tinha, entre outros, Wagner Moura (Nascimento) e Maria Ribeiro (Rosane). “Foram muitos conselhos, toques. A Maria foi quase uma mãe de verdade. Tinha muito carinho por mim. A cena, segundo Pedro, mostra o filho querendo provar ao pai que também é forte, mesmo sendo este muito “Rafael é um garoto divido entre a tranquilidade e a necessidade de mostrar ao pai que ele também é um Para viver Rafael, Pedro se preparou de novembro ao fim de janeiro. “Além dos ensaios, fiz muito exercício em Pedro não se intimidou nem com o tema da milícia.“Morei perto de Rio das Pedras (um dos locais que Aos 16 anos, Pedro não sabe afirmar se é um adolescente típico, rebelde por natureza. “O Rafael, sim, é radical. Do tipo: eu sou eu e ninguém vai me mudar. Se estressa fácil”, diz. Pedro, ao contrário, parece aberto às
André Ramiro “Talvez, o Mathias agora esteja mais sozinho do que nunca. O trabalho com a Fátima (Toledo) foi para “Fazer Tropa de Elite 2 e voltar a trabalhar com o Padilha, que sabe muito bem o que quer no set de cada Em setembro, Ramiro, que é MC, lança o CD Crônicas de um rimador, com composições suas. Contratado da Kennedy tirado das bilheterias de um cinema da Zona Sul direto para as telas, com Tropa de Elite, não quer “O público vai se tocar muito com o Mathias nesse filme. Aguardem”, avisa.
Trailer do Filme
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Fonte: Produção Tropa de Elite 2 |