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A batalha dos sexos esquenta em A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth), uma comédia sexy e inteligente sobre homens, mulheres e o gigantesco abismo que separa o modo como cada um de nós seduz o outro, pensa e fantasia acerca do outro. Sobram fagulhas para todos os lados entre Katherine Heigl (Ligeiramente Grávidos/Knocked Up, Grey’s Anatomy) e Gerard Butler (300) como dois colegas de trabalho destinados a detestar um ao outro. Ela está decidida a encontrar o parceiro perfeito e sofisticado. Ele tem como missão ensinar às mulheres a aceitarem a realidade e a admitirem que os homens têm uma única coisa em mente. Mas quando ele decide ajudá-la a conseguir o que ela quer, ambos aprendem lições inesperadas sobre a força com que até os opostos mais refratários se atraem.
A VERDADE SOBRE HOMENS E MULHERES: UMA PERSPECTIVA DIVERTIDA Há séculos, grandes pensadores refletem sobre o vasto abismo que existe entre o modo como os homens e como as mulheres vêem o mundo e conjecturam se nós realmente somos capazes de nos relacionar. Para Mike Chadway, ex-sucesso de um canal de TV a cabo e o novo correspondente do programa televisivo matutino de Sacramento, a resposta realmente é bem simples: não seja idiota. É claro que os homens e mulheres podem se relacionar... especialmente entre os lençóis, e apenas se as mulheres finalmente começarem a entender que os homens são seres primitivos, carnais, rudimentares que precisam de excitação constante. Os conselhos lascivos de Mike fizeram a audiência do programa disparar, mas também deixaram a chapa quente para a sua produtora, Abby Richter, uma mulher com posições diametralmente opostas. No mundo de Abby, o amor verdadeiro é a grande meta e o segredo é achar um homem de coração aberto a se apaixonar -- e ela está determinada a provar para Mike que esse príncipe encantado romântico existe de fato no mundo real. Mas a verdadeira verdade não estaria na combinação dos pontos de vista antagônicos de Abby e Mike? Essa é a questão levantada num divertido clima de provocação e sedução na comédia A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth), em que o afiado par de protagonistas Katherine Heigl e Gerard Butler são dirigidos por Robert Luketic (Quebrando a Banca).
“Acho que hoje está se tornando lugar comum o fato de que os homens e as mulheres são diferentes”, observa Luketic, “e é libertador ser capaz de jogar com isso num filme honesto e franco, mas também absurdamente irreverente acerca tanto daquilo que nos torna diferentes quanto do que nos une. Todos nós somos evidentemente iguais, mas a verdade nua e crua é que os homens precisam de certas coisas e as mulheres, de outras – e algumas vezes, elas batem de frente, contudo, é exatamente essa diferença que faz do romance algo tão emocionante e maravilhoso.” “Gosto do fato de o filme ser uma chance para relaxar e rir de tudo isso”, prossegue ele, “porque, no fim das contas, despidos todos os mitos e todas as posturas que homens e mulheres praticam com tanto apego, os dois sexos continuam se apaixonando a despeito de tudo isso.” A Verdade Nua e Crua (The Ugly Truth) foi escrito a três mãos pelas roteiristas: Nicole Eastman, Karen McCullah Lutz & Kirsten Smith. Eastman, em sua estreia como roteirista, afirma que se inspirou na ideia de duas pessoas que acreditam que se detestam, mas que, no curso da batalha, ficam chocados quando percebem que eles também podem estar magneticamente atraídos um pelo outro.
“É a história do casal mais improvável do mundo que se apaixona -- e das consequências desse acaso fortuito do destino”, explica Eastman. “Abby e Mike têm uma enorme resistência ao outro. Ela é o oposto das louras burras que ele diz ser o que os homens querem, e ele está longe de ser o príncipe encantado romântico que ela dizer ser o que ela sempre quis. Mas a gente acaba torcendo para que eles acabem juntos, porque fica claro que, no fundo, eles têm as mesmas carências. Acho ótimo não serem personagens estereotipados desse gênero de comédia. E o que torna esta história diferente da típica comédia romântica é que os obstáculos que eles enfrentam não são externos, mas internos. Há muitos níveis de se ler o que rola entre eles.” Todas essas leituras foram inspiradas nas atitudes e no relacionamento de homens e mulheres de verdade que Eastman observou. “Eu baseei Abby em alguém que eu conheço que sabe ser profissional, mas não sabe namorar”, explica ela. “Mike foi um personagem completamente ficcional que criei para ser o mais irritante e grosseiro possível, e eu nem acredito quantos homens têm dito que se identificam com ele!” O roteiro inicial de Eastman despertou de imediato o interesse da Lakeshore Entertainment. “Nós procurávamos uma comédia com elementos românticos desde Noiva em Fuga (Run Away Bride)”, afirma Tom Rosenberg, “e decidimos aposta nela.”
E acrescenta Gary Lucchesi: “O conceito era hilário e oportuno, e nós acreditamos que o público iria curtir o duelo entre os dois protagonistas. A história zomba do modo como os homens encaram as mulheres e de como as mulheres ficam horrorizadas com isso, e vice-versa, o que resulta num ótimo filme para casais. Nós apostamos no seu potencial para se tornar uma versão moderna das comédias clássicas em que você tem dois astros carismáticos batendo de frente em cenas hilárias – como Hepburn e Tracy, Gable e Lombard, ou Lucy e Ricky.” A equipe da Lakeshore convidou, então, a dupla Lutz e Smith, roteiristas da franquia de sucesso, Legalmente Loura (Legally Blonde), a acrescentar ao roteiro seu toque cômico franco e sedutor. “Assim que o recebemos da Lakeshore, nós achamos a premissa realmente engraçada e quisemos trabalhar nele”, conta Lutz. E Smith acrescenta: “Eles nos pediram para criar o tipo de diálogo cortante de Hepburn e Tracy, mas de um jeito mais atrevido e rude, mantendo Mike e Abby em igualdade até o fim do filme. Isso foi o que realmente nos atraiu.” O que elas fizeram inspirando-se na suas próprias experiências no campo de disputas entre o que querem homens e mulheres. A dupla simplesmente se divertiu explorando o lado “nu e cru” da psique masculina para escrever as provocações libidinosas e machistas de Mike.
“Nós duas conhecemos muitos homens, o que já era uma vantagem”, brinca Lutz. “E a Kirsten é solteira e eu sou casada, então, já temos duas perspectivas diferentes acerca dos homens. Nós duas concordávamos que queríamos que Mike fosse o mais forte, rude e engraçado possível – mas, ao mesmo tempo, queríamos que ele fosse o tipo de cara que, apesar de ser ofensivo, ainda assim você gosta da companhia dele.” “Uma das coisas que nós precisávamos fazer com Mike”, prossegue Smith, “é mostrar que ele também tem um outro lado diferente desse cara marrento e mulherengo que transparece no seu relacionamento com seu sobrinho. E nós nos divertimos levando o programa dele ao extremo. Eu discordo totalmente dos seus pontos de vista malucos e absurdos – entretanto, sei lá por que, Mike me diverte A dupla também se inspirou na sua experiência pessoal com executivas ambiciosas e brilhantes, porém inflexíveis e controladoras para criar Abby. “Nós duas nos identificamos com a Abby porque somos ambas controladoras”, confessa Lutz, a sócia casada. E Smith, a solteira, acrescente: “Eu simpatizava especialmente com a ideia de Abby ser uma mulher muito bem sucedida na sua carreira, mas que é um completo desastre na sua vida pessoal. Eu acho que é um fenômeno bem comum no mundo moderno.”
O maior desafio, contudo, residia na dose justa de química entre Mike e Abby – que oscila entre hostil e sexy, ferrenha e fumegante, até se tornar claro que o atrito entre eles está se tornando em algo bem mais picante dos que eles esperavam. “De início, ela despreza tudo o que ele faz e ele a considera rígida demais. Mas nós tentamos construir essa tendência sutil de que, sem seu conhecimento, eles estão se apaixonando”, resume Lutz. “Ao final, vê-se que a verdadeira ‘verdade nua e crua’ não é que homens e mulheres queiram coisas diferentes. A verdadeira verdade é que todos nós temos defeitos, homens e mulheres na mesma medida, mas isso não nos impede de nos apaixonarmos uns pelos outros.” O roteiro final emocionou os produtores da Lakeshore e logo atraiu o interesse de Luketic. “O primeiro longa-metragem que eu dirigi foi Legalmente Loura, então, foi maravilhoso ter a oportunidade de voltar a trabalhar com as mesmas roteiristas e me divertir daquele jeito de novo”, afirma o diretor. “Foi quando eu soube que a Lakeshore estava negociando com Katherine Heigl e eu imediatamente disse, ‘se ela topar, eu topo’.”
Trailer do Filme
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Fonte: Sony Pictures |