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Cris Johnson é um mágico de Las Vegas que carrega consigo um dom secreto: o poder de saber o que acontecerá daqui a pouco. A habilidade de conseguir ver alguns minutos no futuro cai como uma luva para seu trabalho de ilusionista, além de ajudá-lo a faturar uma "graninha" extra nas mesas de blackjack dos cassinos. Só que sua destreza não passa despercebida. Os guardas da segurança de um cassino o observam atentamente através das câmeras para decifrarem o truque que ele usa com as cartas e que lhe garante tanta sorte. Ao mesmo tempo, a agente do FBI Callie Ferris está atrás dele para obter ajuda através de seus poderes mentais e impedir um ataque terrorista em Los Angeles. À medida que o tempo passa, a ameaça de uma explosão nuclear se intensifica e Cris Johnson torna-se o instrumento-chave para evitar uma tragédia. Se ele não usar seus poderes para alterar o presente, o futuro dele e o de centenas de milhares de pessoas pode se tornar coisa do passado.
No mundo paranóico de hoje, onde edifícios-símbolos de nações já foram destruídos por terroristas, é difícil deixar de imaginar que, em algum lugar, há alguém tramando outro ato tão ultrajante. E uma forma de impedir esse temor seria termos a capacidade de prevermos o futuro. E foi exatamente essa a idéia que atraiu o roteirista e produtor executivo Gary Goldman ('Minority Report') ao conto de Philip K. Dick chamado 'The Golden Man', uma história de ficção científica que ele decidiu atualizar. "O que eu mais gostei foi o fato de o protagonista Cris Johnson ser um vidente. Ele pode ver dois minutos do seu próprio futuro, o que lhe dá um poder enorme, mas esse dom também tem suas limitações", conta Gary Goldman. Apesar de o conto acontecer no futuro, ele decidiu localizar a história no presente: 'O Vidente' se passa num mundo real que todos podemos reconhecer. E o roteirista e produtor executivo vai mais além: "Cris não é apenas um clarividente: ele tem uma espécie de radar que permite que veja com precisão absoluta o futuro quase que imediato. Essa habilidade precognitiva do protagonista pode ser comparada a um jogo de videogame. Vamos experimentando as opções, vamos nos familiarizando, vendo como ele funciona e podemos até 'morrer'. Temos a vantagem de compreender e aprender coisas com os erros anteriores e utilizá-los para enfrentarmos nossa próxima tentativa. A idéia de viver a vida como se estivesse jogando um videogame era muito atraente, e é isso, basicamente, o que o Cris faz. Com seu dom, ele vai vivendo até o ponto em que pode se ferir ou morrer. E aí ele pode voltar e 'jogar' de novo, cada vez indo um pouco mais fundo, até fazer direito".
Nicolas Cage e Norm Golightly levaram o roteiro para o produtor executivo Todd Garner, do Revolution Studios, que aceitou o projeto por várias razões. "Gostei do fato de 'O Vidente' ser, essencialmente, uma linda história de amor. Também sou fã do Nic e o admiro por ser um grande herói de ação e um ator que cria uma relação de muita empatia. Sua atuação não requer diálogos, o que o torna excepcional. Você consegue ler um sentimento em seu rosto", elogia Todd Garner. O Produtor Executivo Jason Koornick concorda: "Nic é ideal para esse papel porque, além de ser um grande ator, suas expressões faciais são tão intensas que é interessante observá-las, tentar imaginar o que ele está pensando num determinado momento em que está em seu próprio mundo vendo os eventos se desdobrarem". O passo seguinte foi trazer o diretor Lee Tamahori ('007 - Um novo Dia para Morrer') para o projeto. O produtor Todd Garner atesta: "Apesar de sabermos que Lee dominava o gênero do filme com seus visuais e ações emocionantes, como mostrou em seus filmes, também ficamos atraídos por seus trabalhos iniciais, nos quais as histórias tinham um nível mais humano". Nicolas Cage acrescenta: "Eu queria que Lee fosse fundo no desenvolvimento dos personagens e tentasse pensar em todos os aspectos dessa habilidade singular de Cris, e foi o que ele fez. Em várias cenas, ele me ajudou a encontrar os níveis certos de raiva e frustração". Escalar Julianne Moore ('Hannibal') para o papel da agente Callie Ferris foi uma escolha fácil para os cineastas. "Ela é uma atriz que admiro porque sempre está fazendo algo diferente", justifica o colega Nicolas Cage. Apesar de ter feito uma agente do FBI em 'Hannibal', a atriz teve um foco diferente para interpretar Ferris, como revela: "Finalmente fiz uma antagonista. Foi divertido porque não tive que me preocupar em ser simpática. Ferris tem objetivos diferentes dos de Cris. Ela tenta fazer com que ele perceba que tem de cooperar com o governo para ajudar a impedir que uma bomba nuclear exploda em algum lugar de Los Angeles, e que as necessidades de muitos são mais importantes que as necessidades dele". Cris resiste porque não quer passar o resto da vida preso numa sala secreta do governo dos Estados Unidos assistindo à TV ou lendo gráficos, mas viver seu futuro com uma mulher linda e descomplicada que ele logo irá conhecer. Mas quando a encontra, as vidas de ambos se complicam muito. Ao se apaixonar por essa mulher, Cris passa a ver mais além no futuro, o que torna sua cooperação com os agentes do FBI ainda mais crucial.
Os cineastas escolheram uma das atrizes mais requisitadas do momento, Jessica Biel ('O Massacre da Serra Elétrica'), eleita a "Mulher Mais Sexy da Atualidade" pela revista Esquire Magazine, para dar vida à professora Liz Cooper, o grande amor de Cris. Jéssica Biel descreve sua personagem como sendo "a dama em perigo durante todo o filme". Ela acrescenta: "Foi uma novidade para mim depois de papéis de muita ação em filmes anteriores. E foi muito interessante ser uma garota comum. Não tive que aprender nenhuma habilidade específica nem fazer treinamentos para interpretar essa professora dedicada, que leva uma vida simples e que, de um momento para o outro, passa a fugir dos agentes federais, se apaixona por esse cara que diz poder ver o futuro, e que é atirada em situações aterrorizantes. Na verdade, tive que fazer o oposto da ação. Tentei não parecer muito 'safa' quando corria nem tive que bater em ninguém. Tive que fazer a Liz um pouco mais feminina e suave, bem diferente do que estou acostumada a interpretar". Nicolas Cage também fez muitos papéis de ação, mas em 'O Vidente' seu personagem tenta fugir dos confrontos com a ajuda de sua habilidade especial, como define: "É a arte de lutar sem lutar. Como ele pode ver as coisas antes de acontecerem, pode evitar uma briga de várias formas". Para essas seqüências de "luta sem luta", o ator se utilizou de muita coreografia e treinamento de ação que incorporam dança moderna. O professor de dança moderna Scott Grossman mostrou a ele formas diferentes de se movimentar numa briga, já que Cris tinha que se esquivar de golpes que podia antever. 'O Vidente' é um thriller emocionante, repleto de ação, com um visual ágil e bem denifido, trabalhado com estilo.
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Fonte: Paramount |