ESPECIAL Festival de Cinema de Veneza

13.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • 'Um Lugar Qualquer', de Sofia Coppola, vence Festival de Veneza

Quando a americana Sofia Coppola pisou no tapete vermelho do Palazzo del Cinema, as 18h45, estava claro que ela ganharia um prêmio. O que ninguém esperava era a vitória da filha de Francis Ford Coppola como melhor filme. Sim, o Leão e dela. 'Um Lugar Qualquer' (Somewhere), que foi a primeira produção a ser apontada como favorita por aqui, levou o Leão de Ouro e causou um mal-estar enorme entre a imprensa. Explico.

Os jornalistas não acompanham a cerimonia no Palazzo, e sim na sala de imprensa, em enormes telas. Na hora do anúncio do prêmio foi uma vaia só. Na coletiva do presidente do júri Quentin Tarantino, logo após a premiação, a vaia foi maior ainda.

Acusado de favorecer Sofia por serem amigos, Tarantino explicou que ele não decidiu o prêmio sozinho. "O júri decidiu por unanimidade, eu não escolhi Somewhere, foi o júri em comum acordo", explicou. Não convenceu. Bombardeado pelos jornalistas, Tarantino se recusou a explicar a não premiacao de filmes italianos e de 'Post Mortem', um dos
preferidos da imprensa.

"Não é justo com o resto do júri nem com os diretores dos filmes eu falar porque eles não foram premiados. Não vou falar de quem não ganhou, só de quem venceu."

Sofia Coppola foi comedida em suas palavras de agradecimento e também na entrevista à imprensa. Ressaltando sempre a descendência italiana, disse que não vai atuar mais e que o prêmio a incentiva a continuar trilhando o caminho de fazer filmes do ponto de vista pessoal. Ao final da coletiva, deu um forte abraço em Tarantino, o que causou risadas e cochichos dos jornalistas.

Desde que pisei em Veneza percebi uma certa aversão dos italianos à Quentin Tarantino. Em um ano marcado pelas declarações de que o Festival de Veneza não iria se render a Hollywood, colocar o mais pop cineasta americano como presidente do júri, e ele premiar uma das jovens diretoras mais cult do cinema dos EUA, foi bem contraditório.

De qualquer forma, premiação nunca agrada todo mundo mesmo. A única unanimidade entre público e crítica foram os dois prêmios a Alex de la Iglesias por seu 'Balada Triste de Trompeta'. Apontado como um dos favoritos ao Leão de Ouro, o cineasta ficou com o Leão de Prata de melhor direção e o prêmio de melhor roteiro. Na coletiva, Leão em punho, agradeceu aos amigos Tarantino e Guillermo Arriaga, um dos membros do júri, e disse que a premiação é importante para o cinema espanhol.

O prêmio de melhor ator foi para Vincento Gallo, que não veio a Veneza, por sua atuação contundente em 'Essential Killing'. O longa de Jerzy Skolimowski ganhou também o prêmio especial do júri.

A melhor atriz foi a jovem Ariane Labed, de 'Attenberg', um filme grego que não agradou ninguém. Derrubando as poderosas Natalie Portman, Catherine Deneuve e a revelação cubana Yahima Torres, a bela Ariane arrancou elogios de Tarantino na coletiva e disse que o prêmio não era apenas pelo filme, mas por toda sua dedicação ao cinema.

Mila Kunis, de 'Black Swan', ganhou o prêmio Marcelon Mastroianni de revelação e Monte Hellman, de 'Road to Nowhere', o Leão Especial pelo conjunto da obra. Na Mostra Horizonte, o prêmio foi para 'Verano de Goliat', de Nicolas Pereda.

Antes da premiação, o dia transcorreu sem maiores agitos por aqui e duas personalidades passaram totalmente desapercebidas. O brasileiro Andrucha Waddington, que veio lançar 'Lope' fora de competição, participou de uma coletiva com apenas 15 jornalistas. E a "rainha" Helen Mirren marcou presença em longa, porém vazia, coletiva de imprensa para falar de 'The Tempest', de Julie Taymor, o filme que está encerrando o Festival de Veneza neste momento. Ao final do encontro com os jornalistas, Helen distribuiu autógrafos com paciência e simpatia.

Veneza chega ao fim mas tem muito mais cinema vindo por ai. Em algumas semanas começa o Festival do Rio e estarei por lá trazendo as notícias cinematográficas para vocês. Até já.

07.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Veneza assiste aos últimos concorrentes ao Leão de Ouro
Estamos a menos de 24 horas do grande momento do Festival de Veneza: quem vai levar o Leão de Ouro para casa? Os últimos filmes concorrentes começaram a ser exibidos ontem à noite: 'Road to Nowhere', de Monte Hellman; 'Drei', de Tom Tykwer e 'Drei', de Richard J. Lewis.

O americano 'Road to Nowhere' passou meio desapercebido do público e da crítica, mas para quem - como eu - é fã de David Lynch, o filme é um prato cheio. Com um roteiro que aposta nos mistérios e nas reviravoltas, o longa de Monte Hellman lembra muito 'Cidade dos Sonhos', de Lynch. Eu gostei bastante, mas pelos comentários depois da exibição e os poucos aplausos - além da frieza impressionante dos jornalistas na coletiva de hoje - o filme não agradou.

Já a comédia alemã 'Drei' caiu no gosto da imprensa estrangeira, e seu diretor se tornou o novo queridinho de Veneza. Simpático até dizer chega, Tom Tykwer não só agradou com seu filme como também com a atenção que deu aos jornalistas. Até sessão de fotos na praia ele topou fazer.

E por último, mas não o último, Veneza ovacionou o americano Paul Giamatti. Estrela de Barney's Version', o ator foi aplaudido por longos minutos na coletiva de hoje. O diretor do longa, Richard J. Lewis, mal abriu a boca: todo mundo queria ouvir algumas palavras de Giamatti, que tem uma atuação excepcional e é apontado como o favorito ao prêmio de melhor ator.

Hoje também foi dia de uma participação especialíssima no Festival: o cineasta Guiseppe Tornatore, o mais popular diretor italiano mundo afora, apresentou o curta 'L'ultimo gattopardo: Ritratto di Godofredo Lombardo' e participou de coletiva de imprensa. Depois que seu filme 'Baaria - A Porta do Vento' - ainda inédito no Brasil - maior aposta da Itália para o último Oscar não "aconteceu", Tornatore perdeu um pouco de espaço para diretores como Marco Belocchio.

Amanhã é o grande dia. O que será que o júri de Tarantino nos reserva? Daqui a poucas horas todo mundo vai saber quem entrará para o seleto grupo de vencedores do festival de cinema mais antigo do mundo.


'Barney's Version'

 

09.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Festival de Veneza entra na reta final
Vocês se lembram que Quentin Tarantino disse que ia ao Festival do Rio ano passado e no final não apareceu. Não adiantou nada ele fugir de mim, cá estou em Veneza colada nele. Mas Tarantino, como presidente do júri, quase não aparece em público. Sábado será seu grande dia, quando ele vai anunciar o vencedor do Festival deste ano.

Conversando hoje com uma jornalista italiana, parece que a imprensa daqui está descrente que um longa italiano vai ganhar o Leão. Um dos filmes mais esperados pelos italianos, inclusive, passou hoje e causou enorme decepção: 'La Solitudine dei Numeri Primi', de Severio Constanzo, não convenceu. Filmes como 'Post Mortem' e 'Balada Triste de Trompeta' agradaram mais a crítica estrangeira do que a imprensa local. Então eu até posso falar em este ou aquele como favoritos, mas no final das contas é tudo especulação. Quem decide mesmo é Tarantino e cia., e por mais que a gente ache muita coisa – e jornalista adora achar – não dá para prever o vencedor.

Hoje vi mais um concorrente ao Leão, o grego 'Attenberg', de Athina Rachel Tsangari. Ai, que filme chato (história de uma jovem que está tentando descobrir o real sentido da vida). E a coletiva então? Constrangedora.

A diretora, em inglês cruel, não conseguia se expressar e não entendia o que os jornalistas perguntavam. Chegou uma hora que o inevitável aconteceu: a coletiva acabou mais rápido porque não tinha muito o que saber sobre um filme que nem precisava ser feito. Pronto, falei.

Acompanhei a chegada do Tom Tykwer, diretor de 'Drei', que começa a ser exibido hoje para os jornalistas e amanhã para o público. Simpático, ele atendeu os fotógrafos com toda a paciência do mundo. Daqui a pouco chega a rainha Helen Mirren, que vem para apresentar 'The Tempest', o filme que encerra o festival. E amanhã, último dia de exibição dos filmes que concorrem ao Leão de Ouro, teremos um panorama geral de
quem é, de fato, o favorito. Ou não.

 

 

07.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • De olho no Leão

O prêmio máximo do Festival de Veneza é o leão de ouro. E a cada dia um filme aparece como favorito.

Entre os italianos, o épico 'Noi Credevamo', do Mario Martone, desponta na frente. Sofia Coppola e o seu 'Um Lugar Qualquer' (Somewhere) também tem chances. 'Post Mortem', de Pablo Larrian, é um dos preferidos do público e da crítica internacional - a crítica local ficou dividida. 'Balada Triste de Trompeta', de Alex de la Iglesias. tem boa cotação, especialmente pela estética do filme que lembra muito o jeito Tarantino de ser.

E, não podemos esquecer, Quentin Tarantino é o presidente do júri deste ano.

Na premiação dos atores, Natalie Portman está em disparada. Se não ganhar aqui, vai ganhar em outro Festival. Indicação para o Oscar parece certa. Sua interpretação em 'Black Swan' é de tirar o fôlego. Entre os homens a situação é mais igual. Muitas atuações bacanas, especialmente dos atores que falam espanhol. Não há um favorito claro ainda. Vamos aguardar até o final das exibições oficiais.

Mario Martone é o favorito entre os diretores. Seu trabalho grandioso em 'Noi Credevamo' impressiona. Pablo Larrian é muito jovem e está em seu segundo filme, mas vamos lembrar que foi muito jovem e em seu segundo filme que surgiu um tal de Quentin Tarantino, ganhando prêmios e sendo revelado para o mundo com 'Pulp Fiction'. Ops, Tarantino, presidente do júri...fica a dica.

 

07.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Alagados em Veneza

As chuvas torrenciais que atingem a cidade de Veneza, na Itália, atrapalharam um pouco o Festival de Cinema mais tradicional do mundo. Primeiro porque você não consegue chegar ao Lido - é preciso atravessar o canal de vaporetto, um barquinho que balança muito, mas que é divertido e gostoso de passear. Se você não chega ao Lido, não tem Festival. Aí já era.

E os americanos não estão tendo sorte. Choveu horrores na sexta, dia 3, antes da coletiva da Sofia Coppola - a internet caiu, vários lugares onde ocorre o Festival ficaram alagados, um caos. Na quarta, dia 8, também choveu pencas - dessa vez antes da coletiva de Ben Affleck. Nada disso, porém, tira o brilho do Festival.

Chova ou faca sol, Veneza é encantadora, e o Festival um sucesso. São 67 anos de glamour e um sentimento comum aos italianos: nos 11 dias da mostra cinematográfica eles estão no topo do mundo das artes. Merecidamente, por sinal.


Coppola

 

07.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Quem vem para Veneza?

Festival de Cinema sempre tem aquele "quê" meio hollywoodiano.

No nosso inconsciente, o Oscar é o prêmio mais importante do mundo, então é assim que vemos os outros Festivais - mesmo que pessoas como eu lutem contra isso.

Desde que cheguei aqui ouço dos meus amigos "Angelina foi?", "Orlando Bloom está aí?". Calma, gente, não é bem assim. Só vem quem está concorrendo ao Leão de Ouro ou vai lançar algum filme, ou será homenageado. Isso aqui não é Hollywood. Não estou no Oscar (ainda).

Veneza recebeu muita gente bacana, mas o tapete vermelho bombou mesmo diante dos italianos, claro, e dos americanos. A coletiva de Ben Affleck nesta quarta, dia 8, foi exemplo disso. A sala lotada, jornalistas se acotovelando para tirar fotos e anotar as respostas de Ben. E, vamos admitir, Ben Affleck não é essa coca-cola toda.

Veneza bombou em 2008 quando Brad Pitt e George Clooney vieram lançar
'Queime Depois de Ler', dos irmãos Cohen. Não consigo imaginar o caos que deve ter sido. Este ano está até tranquilo. William Dafoe e John Turturro são talentosos, mas não são bonitos, logo, não chamam tanta atenção. Freida Pinto ainda é novata. Jeremy Renner estava no oscarizado 'Guerra ao Terror' mas não tem tanta fama ainda. Natalie Portman e Ben Affleck foram as grandes estrelas até agora. Muitas, mas muitas palmas mesmo para eles.

Veneza pode ser tradicional, mas como qualquer outro festival de cinema, precisa de Hollywood para mostrar glamour. Então vamos lá para o tapete vermelho que está na hora do Ben Affleck passar.


Tarantino


Turturro

 

06.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Com um pé na Itália e outro em Hollywood

Elegante, glamouroso e agradável como a cidade de Veneza, o Festival de Cinema mais antigo do mundo caminha para sua segunda semana com muita pompa e poucos favoritos.

Até agora, somente a americana Sofia Coppola causou frisson - muito mais entre jornalistas estrangeiros, diga-se de passagem.

Para a imprensa italiana, o favorito até o momento é 'La Passione', de Carlo Mazzacuratti.

Já passaram pelo tapete vermelho a bela Natalie Portman, estrela do filme de abertura, 'Black Swan'; a eterna musa francesa Catherine Denauvier, que brilha em 'Potiche', de Francois Ozon; o homenageado da vez John Woo; e o americano pop Robert Rodriguez e seu imbatível 'Machete'.

Quentin Tarantino, que ano passado deu bolo no Festival do Rio, é o presidente do juri em um ano que Veneza promete não encher a bola somente dos americanos.

Até agora, me agradou o jeito simples e direto de Pablo Larriam. Seu 'Post Mortem' foi recebido com ressalvas pela crítica, mas ele deu um baile nos jornalistas na coletiva de imprensa.

Em minha opinião, modestamente, ele é o cara deste Festival até este domingo, dia 5. Vamos ver o que o restante da semana nos reserva.


'Black Swan'

 

06.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Filme chileno encanta público em Veneza

Alguns concorrentes ao Leão já ganharam a preferência do público e da crítica e disparam na corrida pelo prêmio. 'Essential Killing', 'Post Mortem' e 'Meek's Cutof' são algumas dessas produções.

'Post Mortem', segunda produção do diretor chileno Pablo Larrain, dividiu a crítica mas conquistou o público. Eu achei o melhor do Festival até agora. Com uma narrativa peculiar, que conta com originalidade alguns dos detalhes mais sombrios da ditadura chilena – com direito a uma das cenas mais tocantes que já vi em filmes históricos, 'Post Mortem' surge como o novo 'Machuca' dos chilenos, uma pérola que lança o jovem Larrain ao estrelato.

Em 'Meek's Cutof', Michelle Williams parece entrar no páreo pelo prêmio de melhor atriz. O filme é cansativo, embora o tema masculino – homens que carregam suas mulheres pelo deserto americano atrás de água – tenha sido dirigido com tomadas poéticas pela jovem diretora Kelly Reichardt.

'Essential Kiling', de Jerzy Skloamivoski, é surreal. Quase sem diálogos, vemos um árabe fugindo de americanos e passando por situações inacreditáveis. É ver para crer. Vicent Gallo – que viria ao Festival lançar um curta e um longa, mas até agora não deu as caras – tem uma atuação impecável.

'Balada Triste de Trompeta', de Alex de la Iglesia, é um filme excepcional, mas acredito que sou uma das poucas que adorou o trabalho do cineasta. A maioria dos jornalistas torceu a cara para o filme, e o público não curtiu muito. Mesmo assim, por causa da estética e, especialmente, do contexto sanguinário da história - características do cinema adorado pelo presidente do júri, Quentin Tarantino - o filme tem boas chances de levar algum prêmio.

 

05.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Catherine Deneuve lança novo filme em Veneza

Depois de Catherine Deneuve passar com toda pompa no tapete vermelho do Festival de Veneza, parece que nada mais é possível por aqui. Musa eterna, a francesa circulou discretamente pelo Palazzo del Cinema, local onde foi exibido seu mais recente filme, 'Potiche', de Francois Ozon.

Gérard Depardieu, seu companheiro em cena, foi anunciado pela organização do Festival como presença certa na noite de exibicão do filme, mas não apareceu.

Quem passou por aqui com muita elegância foi o ator e diretor americano John Turturro. Com seu 'Passione', ele encantou público e crítica ao homenagear a cidade de Nápoles.

O dia de hoje foi marcado pela coletiva de Pablo Larrain, o jovem diretor de 'Post Mortem'. O filme será exibido ao público as 22h, na sessão principal. Hoje também é o dia dos jornalistas assistirem o novo trabalho do cineasta espanhol Alex de la Iglesi: 'A Balada Triste da Trompeta'.

 

04.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Sofia Coppola brilha em Veneza

Sofia Coppola brilhou no tapete vermelho, na coletiva de imprensa e na direção. Seu novo filme, 'Um Lugar Qualquer' (Somewhere), foi a sensação desta sexta-feira em Veneza e já é apontado como favorito ao Leão de Ouro.

Com traços autobiográficos – assim como seu oscarizado 'Encontros e Desencontros' – Sofia se transporta para a pequena Cleo, a protagonista de seu filme. A menina vai ter que conviver com o pai, que mora em um hotel, lugar em que a própria diretora passou boa parte de sua vida – e aí, novamente, repete-se o contexto de 'Encontros e Desencontros'.

Apesar do alvoroço em torno de Sofia, a imprensa italiana vem apostando em 'La Passione', de Carlo Mazzucurati, a produção mais aplaudida pelo público até agora.

 

04.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Veneza homenageia John Woo

Depois de um segundo dia morno, recheado de filmes italianos para todos os gostos, o terceiro dia do Festival de Veneza promete. Devem passar pelo tapete vermelho ainda hoje a cineasta Sofia Coppola, que concorre ao Leão de Ouro com seu mais novo filme 'Um Lugar Qualquer' (Somewhere), e o grande homenageado do Festival, o cineasta John Woo.

Woo, além de lançar o filme 'Jianyu' (Reign of Assassins), uma parceria sua com Su Chao-Pin, também receberá um prêmio pelo conjunto da obra.

Apesar de todo o glamour, o Lido, local onde ocorre o Festival, está sofrendo com as fortes chuvas que caem na cidade de Veneza. O local onde acontecem a exibição dos filmes, e o acesso ao Palácio de Cinema e ao Cassino – lugares históricos do Festival de Veneza – estão com os acessos limitados por causa das chuvas.

 

02.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Começou o Festival de Veneza

Veneza está com tudo. A primeira noite do Festival de Cinema apontou dois filmes que podem, facilmente, entrar na lista de amados por uns, odiados por outros. O já polêmico 'Black Swan', de Darren Aronosfky, abriu a mostra oficial como o primeiro dos 24 concorrentes ao Leão de Ouro a ser exibido ao público.

Na sessão da meia-noite, público e crítica puderam apreciar o esperado 'Machete', de Robert Rodriguez (não por acaso grande parceiro de Tarantino, presidente do júri deste ano). O longa – que não está na mostra competitiva - foi exibido em pré-estreia mundial aqui em Veneza – a estreia nos EUA acontece nesta sexta, dia 3.

No tapete vermelho, em rápidas aparições públicas, Natalie Portman e Robert Rodriguez acenaram para o público, posaram para fotos e foram as grandes atrações da encalorada noite veneziana.
Eles também participaram de disputadas entrevistas coletivas, cada uma com cronometradas meia hora e um rigor impressionante – jornalistas não podem tirar fotos.

Nos próximos dias, o Festival recebe nomes como John Turturro, Sofia Coppola, William Dafoe, Catherine Deneuve, John Woo, Michelle Williams, Ben Affleck, Rebecca Hall e Helen Mirren.

01.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial a Veneza
  • Veneza vem aí

Glamour, estilo, elegância. Tudo isso combina com o cinema e, em especial, com o festival de cinema mais antigo do mundo. Nesta quarta, dia 1, foi dada a largada para o 67º Festival de Veneza, que acontece anualmente no Lido, o lugar mais badalado da cidade sobre as águas.

Depois de 'Profumo di Donna', de Dino Risi, exibido ontem à noite em evento especial, e algumas sessões para jornalistas, Veneza tem início oficial nesta noite com 'Black Swan', de Darren Aronofsky, que em 2008 faturou o Leão de Ouro com 'O Lutador', o filme que trouxe Mickey Rourke de volta das cinzas.

Espera-se para a noite de abertura o brilho da estrela americana Natalie Portman, protagonista de 'Black Swan', no tapete vermelho. O longa de Aronofsky está na lista dos que disputam o Leão de Ouro. A honra de presidir o júri está nas mãos do mais pop dos cineastas americanos: Quentin Tarantino. Vamos ver o que os próximos dias nos reservam.

 

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