ESPECIAL Festival do Rio 2010

08.10.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Woody Allen é o preferido no Festival do Rio

Os organizadores da 12ª edição do Festival do Rio divulgaram a lista dos filmes mais procurados pelo público ao longo dos 14 dias do evento. Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, de Woody Allen, foi o preferido do público que, no entanto, saiu decepcionado das sessões afirmando que o novo filme de Allen não é lá essas coisas.

Em algum lugar, de Sofia Coppola, vencedor do Festival de Veneza 2010, ficou em segundo lugar, seguido de perto pelo hilário Machete, de Robert Rodriguez. Enquanto o longa de Sofia dividiu opiniões - é o tipo de produção amada ou odiada - o novo filme de Rodriguez caiu nas graças do público e foi ovacionado em todas as suas sessões. Os três filmes estarão em circuito comercial nos próximos meses.

Confira a lista dos filmes mais procurados do Festival do Rio 2010:

- Você vai conhecer o homem dos seus sonhos, de Woody Allen
- Somewhere, de Sofia Coppola
- Machete, de Robert Rodriguez
- Scott Pilgrim contra o Mundo, de Edgar Wright
- Essential Killing, de Jerzy Skolimoski
- Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas, de Apichatpong
Weerasethaku
- José e Pilar, de Miguel Gonçalvezs Mendes
- Carancho, de Pablo Trapero
- Minhas mães e meu pai, de Lisa Cholodenko
- Viúvas sempre as quintas, de Marcelo Piñeyro
- Route Irish, de Ken Loach
- A Turnê, de Mathieu Amalric,
- Líbano, de Samuel Maoz
- The Killer inside me, de Michael Winterbottom

  • Andrucha e Woody Allen encerram Festival do Rio 2010

Nesta quarta, dia 6, a 12ª edição do Festival do Rio é encerrada oficialmente com a exibição de Lope, de Andrucha Waddington. O longa, que esteve em Veneza fora de competição, terá sua premiére no Cine Odeon. Outro destaque é o excelente O Assassino em Mim, de Michael Winterbotton, com Casey Affleck, Kate Hudson e Jessica Alba. O longa foi exibido em Berlim este ano e causou bastante polêmica porcausa das cenas sadomasoquistas e violentas.

Mas, curiosamente, o Festival prossegue na quinta, dia 7, que é, de fato, o último dia de exibição de filmes. E quem estará presente, pelo menos nas telas, é Woody Allen e seu Você vai conhecer o homem dos seus sonhos. Ainda nesta quinta, o público confere o novo filme de Neil Jordan, Ondine e o musical Passione, de John Turturro, também exibido em Veneza.

Na sexta, dia 8, começa a repescagem, que prossegue até dia 14. Quem não viu alguns dos filmes mais concorridos do festival, terá uma última chance. Os destaques da repescagem são o chileno A vida dos peixes, o italiano La nostra vita e o argentino Carancho, um dos maiores sucessos do Festival do Rio 2010.

06.10.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • VIPs vence troféu Redentor

Em noite de gala no Cine Odeon, o Juri Oficial da mostra competitiva do Festival do Rio (Troféu Redentor), presidido pelo diretor Gustavo Dahl, e contando também com a atriz Bruna Lombardi, Jorge Sanchez e Leonardo Monteiro de Barros, elegeu na noite desta terça, dia 5, o longa VIPs, de Toniko Melo, o melhor filme desta edição.

Pelo protagonista desta produção, Wagner Moura ganhou o prêmio de melhor ator, mas não foi recebê-lo por estar em Paulínia (SP) na única pré-estreia de Tropa de Elite 2. A melhor atriz foi Karine Teles, pelo até então favorito Riscado.

Confira os vencedores do Redentor.

- Melhor Longa-Metragem de Ficção: VIPs de Toniko Melo (SP)
- Melhor Longa-Metragem Documentário: Diário de uma busca, de Flávia Castro (RS)
- Melhor Curta-Metragem: Vento, de Marcio Salem (SP)
- Melhor Direção: Charly Braun, por Além da Estrada
- Melhor Ator: Wagner Moura, por VIPs
- Melhor Atriz: Karine Teles, por Riscado
- Melhor Atriz Coadjuvante: Gisele Fróes, por VIPs
- Melhor Ator Coadjuvante: Jorge D'Elia, por VIPs
- Melhor Roteiro: Marcelo Laffitte - Elvis e Madona
- Melhor Montagem: Vania Debs, por Boca do Lixo
- Melhor Fotografia: Adrian Tejido, por Boca do Lixo
- Prêmio Especial de Juri Curta metragem: Geral, de Anna Azevedo

VOTO POPULAR:
- Melhor longa de ficção: Senhor do Labirinto, de Geraldo Motta e
Gisella de Mello
- Melhor longa documentário: Positivas, de Susanna Lira
- Melhor curta-metragem: Um outro ensaio, de Natara Ney

mostra NOVOS RUMOS - escolhido pelo juri composto pelos diretores
Guilherme Coelho, Luciana Bezerra e pelo produtor Ailton Franco Jr.
- Melhor filme: Paranã-puca, onde o mar se arrebenta, de Jura Capela

O juri da Fipresci (Federação Internacional de Críticos de Cinema)
composta pelos críticos Wolfgang Hamdorf, Neusa Barbosa e Patricia
Rebello
.
- Melhor filme latino americano: Diário de uma busca, de Flávia Castro


05.10.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Rio vê o premiado Um Lugar Qualquer

Depois de muita expectativa, finalmente começaram no Festival do Rio as sessões de 'Um Lugar Qualquer' (Somewhere), o novo filme de Sofia Coppola que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza no início de setembro. Neste domingo, dia 3, os cariocas foram às urnas e seguiram para as exibições do longa. Confesso que, à primeira vista, 'Um Lugar Qualquer' não me agrada: é repetitivo e só 'acontece' mesmo em seu final. Porém, depois de conhecer Sofia pessoalmente em Veneza, passei a ver o filme de outra forma.

A história do ator bad boy hollywodiano que precisa adaptar a sua vida à chegada da filha adolescente é contada com extrema delicadeza - e Sofia é isso, uma mulher muito delicada. Com ironia sutil, sem estardalhaço, ela narra uma história extremamente pessoal, o que torna o drama afetivo sem ser piegas. A atuação de Stephen Dorff é um caso à parte na história.

Já disse mil vezes que não gosto de Sofia, ou melhor, de seu Encontros e Desencontros, que acho super valorizado. Também já disse que considero seu primeiro filme, As Virgens Suicidas, simplesmente fantástico. Mas, depois de conhecer a moça tímida de nariz grande - e que, diga-se de passagem, pessoalmente não é feia - eu consegui entender o seu Um Lugar Qualquer.

O domingo também foi marcado pela apresentação de Machete, o filme de Robert Rodriguez que já nasce cult. Divertido e muito trash, o longa repete no Rio o sucesso que fez em Veneza. Gosto muito da história - Rodriguez conta de um jeito muito particular os problemas de imigração nos EUA -, do elenco e da direção 'suja' de Rodriguez, que não faz a menor questão de agradar a todos, mas agrada - e muito - ao seleto grupo de cinéfilos que curtem filmes inverossímeis.

Outro destaque foi Carancho, de Pablo Trapero, um dos principais filmes do Foco Argentina - este ano o Festival do Rio homenageia 'os hermanos'. Na sexta-feira, dia 1, foi anunciado que o longa é o representante da Argentina ao Oscar e, graças a uma história universal, tem chances de pelo menos concorrer.

Com Ricardo Darín e Martina Gusman - esposa do diretor - em atuações impecáveis, Carancho conta a história de Sosa, um advogado que se aproveita das indenizações pagas a vítimas de acidentes de trânsito, em um esquema de corrupção envolvendo profissionais da saúde e policiais. Sosa decide deixar a vida de contraventor quando se
apaixona pela paramédica Luján. Mas é claro que abandonar essa vida bandida não será tão simples assim.

Surpreendente e cheio de cenas e diálogos fortes, Carancho é uma daquelas tramas em que você vai junto com os personagens, torce por eles, se empolga. É um thriller com uma envolvente história de amor de pano de fundo. Impossível não gostar e não aplaudir no final.

  • Juliette Binoche brilha em Cópia Fiel

Sensacional. Esta é a palavra para descrever Cópia Fiel (Copie Conforme), de Abbas Kiarostami, que deu a Juliette Binoche o prêmio de melhor atriz em Cannes este ano. Não posso contar muito da trama, mas se você não conseguir assistir ao filme no Festival do Rio, não perca quando for lançado nos cinemas - a Imovision já garantiu a
distribuição do longa.

O escritor inglês James Miller (o barítono William Shimell, em seu primeiro papel como ator), está lançando seu livro Copie Conforme (cópia certificada) na Itália. O livro discute o valor das reproduções de obras de arte. Afinal, o que é, de fato, original?

James aceita tomar um café com uma mulher (Juliette Binoche), que questiona seu livro. Ao longo de um dia eles se conhecem, desentendem-se, e se perturbam mutuamente, sempre questionando o valor do que é orignal e do que é copiado. E, até o final daquele dia, suas vidas podem - ou não - se transformar.

Em um inteligente jogo de cenas e de palavras, com a câmera dando sucessivos closes nos rostos dos protagonistas para mostrar toda a angústia dos personagens, Cópia Fiel refaz todas as histórias de amor em uma só e ainda traz Juliette Binoche em atuação impecável, e com uma beleza ímpar.

Vale a pena ver, rever e se surpreender com este que é, até agora, o melhor filme do Festival do Rio. Curiosamente, é a trama mais original também e obra-prima desde já.

01.10.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Daniel Burman apresenta seu novo filme no Festival do Rio

O diretor argentino Daniel Burman apresentou nesta quinta, dia 30, seu mais recente trabalho: Dois Irmãos (Dos Hermanos), um filme aparentemente pequeno, mas de grandioso valor cinematográfico.

A trama gira em torno dos irmãos Marcos e Susana e percorre a vida dessa dupla que, com pensamentos diferentes, criaram uma dependência emocional ao longo dos anos e vivem os conflitos das relações familiares.

Graças ao carisma e ao talento dos protagonistas Antonio Gasalia e Graciela Borges, Dois Irmãos desponta como um dos melhores filmes do Festival do Rio deste ano, provando que um grande filme começa com um grande roteiro. E um grande roteiro pode ser escrito a partir de uma ideia muito simples.

  • Rio Sex Comedy é comédia para estrangeiro ver

Causou constrangimento e mal estar a exibição nesta sexta, dia 1, de Rio Sexy Comedy, de Jonathan Nossiter, na 12ª edição do Festival do Rio. Pelo menos na sessão para jornalistas e na coletiva de imprensa, o filme foi recebido com frieza. Abordando o Rio pela visão de estrangeiros, a história cai nos velhos clichês em que a Cidade Maravilhosa sempre está envolvida: mulheres peladas, índios nus pelas ruas, e muito apelo sexual.

Mesmo o diretor insistindo em dizer que a trama brinca com os clichês que envolvam o Rio, o que vemos são vários assuntos abordados de maneira tosca, ainda que uma ou outra piada possa ter uam certa graça.

Triste mesmo foi ver Charlotte Rampling e Irene Jacob (bem menos estonteante pessoalmente) pagarem esse mico ao lado de Bill Pullman. Fim de carreira total.

O destaque do dia vai para o sensível Plano B, do jovem diretor argentino Marco Berger. O filme conta a história de Bruno, que para recuperar Laura, sua ex-namorada, faz amizade com Paolo, o atual de sua ex. A amizade acaba virando amor, e os dois precisam lidar com o questionamento da sexualidade e como isso pode transformar suas vidas.

Gostei do filme especialmente porque Berger sabe a hora exata de terminar a trama, valorizando a inteligência do espectador. E, vamos admitir, uma história que aposta em um público maduro para assisti-la, tem o seu valor.

  • Líbano é destaque do Festival do Rio

Grande vencedor do Festival de Veneza 2009, Líbano (Lebanon), dirigido por Samuel Maoz, foi o grande destaque desta quarta, dia 29, na 12ª edição do Festival do Rio. O longa fora exibido ano passado no encerramento da Mostra Internacional do Cinema de são Paulo.

O filme revisita as memórias pessoais do diretor, que atuou como soldado na guerra em que Israel invadiu o Líbano. Num clima claustrofóbico, a trama se passa o tempo todo dentro de um tanque. Nele ficam três soldados, que recebem sucessivas visitas de um major. Os três soldados jamais saem dali. Só o armeiro vê alguma coisa do lado de fora pela pequena escotilha que lhe serve para mirar.

Tenso e contundente, Líbano é um filme imperdível em boa parte por causa da qualidade de seu roteiro, que faz uma abordagem inovadora da guerra. Pena que, pelo jeito, vai passar longe do circuito comercial.

29.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Malu de Bicicleta é exibido no Festival do Rio

A premiére do filme Malu de Bicicleta, que aconteceu na noite desta terça, dia 28, no Cine Odeon foi, até agora, a que reuniu o maior número de celebridades no tapete vermelho da 12ª edição do Festival do Rio.

Além dos protagonistas do filme, Marcelo Serrado e Fernanda de Freitas, prestigiaram o evento os atores Marcos Palmeira, Sérgio Marone, Guilhermina Guinle, Fernanda Paes Leme, Juliana Baroni, Bruno Mazzeo, Otávio Müller, Marjorie Estiano, Eriberto Leão, Lúcio Mauro Filho, Alexandre Slaviero, a coreógrafa Deborah Colker, o músico Dado Villa-Lobos e o escritor Marcelo Rubens Paiva, autor do livro que inspirou o filme.

O filme dirigido por Flávio Tambellini tem estreia nacional marcada para 3 de dezembro e, depois de conquistar os prêmios de melhor ator e atriz no Festival de Paulínea, em julho, está bem cotado para levar o Redentor, prêmio que o Festival do Rio concede às melhores produções nacionais.

27.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Comédia é destaque brasileiro no Festival do Rio

A comédia Elvis e Madona é, até o momento, o principal destaque da Premiére Brasil, a mostra de filmes brasileiros que acontece durante o Festival do Rio.

O filme, que estreia dia 28 de janeiro e já foi exibido no Festival Mix, em São Paulo, teve exibição na noite de hoje no cinema Odeon. Dirigido por Marcelo Laffitte e estrelado por Simone Spoladore e Igor Cotrim, nos papeis da lésbica Elvis e do transexual Madona, a comédia conquistou a plateia e arrancou muitas risadas.

Antes da exibição, acompanhado por uma numerosa equipe que lotou o palco do Odeon, o diretor aproveitou para ‘agradecer’ aos não patrocinadores do filme.

”Aos não patrocinadores porque há 10 anos tento fazer esse filme e se alguém tivesse me patrocinado naquela época, não teria feito essa história do que jeito que ela está hoje. Eu não estaria aqui.”

25.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Principais filmes ainda não chegaram ao Rio

Expectativa, esta é a palavra-chave do Festival do Rio deste ano. Os principais títulos prometidos pelo Festival ainda não chegaram e o público espera pacientemente para conseguir o almejado ingresso.

Com uma lista rica em produções já premiadas lá fora, e outros tantos badalados pela crítica, a corrida para conseguir cadeira nas sessões mais prestigiadas vai ser intensa. Por enquanto, está tudo em banho maria porque boa parte dos filmes mais cotados da 12ª edição do Festival do Rio ainda não entrou no sistema de venda de ingressos.

Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola, Machete, de Robert Rodriguez, e Atração Perigosa, de Ben Affleck, exibidos recentemente no Festival de Veneza, ainda não chegaram ao Rio.

Você Vai Conhecer o Homem dos seus Sonhos, de Woody Allen, O Assassino em Mim, de Michael Winterbottom e a última Palma de Ouro em Cannes, Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas, de Apichatpong Weerasethakul, também não foram disponibilizados ao público.

Entre os campeões de bilheteria até o momento estão Plata Quemada, de Marcelo Pyñero, Copie Conforme, de Abbas Kiarostami (Melhor Atriz para Juliette Binoche em Cannes deste ano) e Scott Pilgrim Contra o Mundo, os filmes mais procurados pelo público até agora.


Atração Perigosa


Scott Pilgrim Contra o Mundo

24.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Novo filme de Jabor abre Festival do Rio

O prestigiado tapete vermelho da primeira noite do Festival do Rio contou com a presença do elenco do filme de abertura, A Suprema Felicidade, e vários convidados.

Além do diretor Arnaldo Jabor, que retorna ao cinema depois de um hiato de quase duas décadas, compareceram ao evento os atores Marco Nanini, Ary Fontoura, Betty Faria, Fernanda Torres, Dan Stulbach, Jayme Matarazzo, Mariana Lima, Marcelo Serrado e Guilhermina Guinle, além de Elke Maravilha e Gretchen. Também estiveram presentes os cineastas Andrucha Waddington, vindo dos Festivais de Veneza e Toronto, e Guel Arraes.

Dentro do Cine Odeon, onde tradicionalmente acontece a abertura do festival, faltou espaço para a quantidade de convidados e muitos tiveram que improvisar assentos nas escadas.

No discurso de abertura, as diretoras do evento, Walkiria Barbosa e Ilda Santiago, lembraram que é preciso ficar atento à lei do direito autoral. Já Arnaldo Jabor elogiou a força do Festival, acrescentando que ele representa o renascimento cultural da cidade do Rio de Janeiro.

 

  • Filmes premiados serão exibidos no Rio

Dentre os mais de 300 filmes dentro da programação do Festival do Rio, destacam-se os vencedores de dois dos maiores festivais de cinema do mundo, Cannes e Veneza.

O tailandês Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas, de Apichatpong Weerasethakul, levou a Palma de Ouro em Cannes este ano contanto a história de um homem doente que conta com a ajuda do espírito de sua mulher.

Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola, fala sobre um ator de Hollywood que tem sua rotina modificada depois de receber a visita de sua filha, ganhou o Leão de Ouro em Veneza no último dia 11.

Outras obras premiadas em Cannes e Veneza também estarão no Rio. Direto de Cannes virão Turnê, de Mathieu Amalric, prêmio de melhor direção; Des Hommes Et Des Dieux, de Xavier Beauvois, o prêmio do júri; Poesia, de Lee Changdong, melhor roteiro; e Cópia Fiel, de Abbas Kiarostami, melhor atriz para Juliette Binoche.

De Veneza, o longa Essential Killing, de Jerzy Skolimowski, que levou o prêmio de melhor ator para Vincent Gallo e prêmio especial do júri, será exibido no Rio com a presença do diretor.

23.09.2010
Janaina Pereira
enviada especial ao Rio de Janeiro
  • Começa o Festival do Rio

O Festival do Rio começa nesta quinta-feira (23) e traz em sua programação 300 filmes projetados em 20 salas espalhadas pela cidade. Para a abertura, o longa escolhido foi A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor, que será exibido em sessão especial para convidados. O público começa a acompanhar o Festival a partir desta sexta (24).

Considerado o maior evento audiovisual da América Latina, o Festival do Rio deste ano destaca o cinema argentino, que terá uma retrospectiva de alguns de seus cineastas. Os diretores Marcelo Piñeyro, diretor de O que Você Faria? (2005), filme pelo qual ganhou seis prêmios Goya, e Daniel Burman, considerado um dos expoentes do atual cinema argentino, virão ao Rio para participar do Festival.

O escritor José Saramago será o homenageado da vez, com a exibição do
documentário José & Pilar, uma visão intimista da rotina do escritor no final de sua vida. Uma das visitas mais esperadas é a da jornalista espanhola Pilar del Río, viúva de Saramago, que chega ao Rio para apresentar o filme. Mas a grande atração das mostras de cinema são as estrelas que pisam no tapete vermelho e o Festival do Rio mantém a tradição. Já confirmaram presença na cidade maravilhosa a inglesa Charlotte Rampling e os americanos Bill Pullman e Michael Madsen, ator conhecido por seus papéis em filmes de Quentin Tarantino.

O encerramento do Festival ficará nas mãos do diretor brasileiro Andrucha Waddington e seu mais recente filme, Lope, apresentado na última edição do Festival de Veneza e pré-selecionado para representar a Espanha no Oscar.

Além de projetar filmes e receber a visita de personagens ilustres do cinema, o Festival do Rio inclui em sua programação outras atividades como ciclos de filmes e debates sobre autores, além de seminários, mesas-redondas e encontros para fomentar novos acordos e impulsionar a indústria cinematográfica brasileira.

Este ano, o cineasta escolhido para ter sua obra analisada é o franco-polonês Roman Polanski. Uma série de debates vão discutir os filmes do polêmico diretor, que, no entanto, não virá ao Rio.

O Festival do Rio acontece até dia 7 de outubro.

 

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