Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles


O tema “invasão de alienígenas no planeta Terra”, rendeu muitos milhões à Hollywood em inúmeras produções; este ano, estreia nos cinemas Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles. Para começar, ele explora uma nova tecnologia chamada 4K (que permite uma melhor resolução da imagem) e muitos efeitos sonoros, especiais e pirotécnicos para compor a batalha Los Angeles x Alienígenas. E ainda é estrelado por Aaron Eckhart (Batman – O Cavaleiro das Trevas), o rapper Ne-Yo e a valentona- mulher -macho Michelle Rodriguez (Avatar) – ela está sempre presente em longas deste naipe.

Como todo filme de guerras estelares, este também segue um roteiro básico de acontecimentos pertinentes; mas que se não fosse pela excessiva produção de longas similares, os artifícios para levar o público à empatia e depois comoção, não funcionam. Tais truques já são velhos. Bebendo na fonte de Spielberg em Guerra dos Mundos, Invasão do Mundo inicia apresentando seus personagens, a fim de criar conexão com a plateia. Neste primeiro momento, os espectadores têm contato com personagens típicos: o marido novinho, com esposa esperando filho; o novato, solteiro e aprendendo sobre o ofício e a vida; o capitão, que é o pai para os soldados mais jovens… e por aí vai.

Sem contar um comandante sem experiência e com dúvidas sobre suas decisões. No circo, ainda tem alienígenas bem equipados e mandando bala nos americanos sem qualquer aviso prévio – a explicação é fornecida aos 45’ do segundo tempo pela internet (que é banda larga e funciona milagrosamente bem, no meio do tiroteio), por uma jornalista que anuncia que os alienígenas querem é a água do planeta Terra. Os terráqueos quase se matam por causa dela, e agora vem aliens pra querer entrar na briga também? Por favor!

E completando os clichês: o patriotismo exacerbado, soldados fazendo uma de kamikazes para salvar crianças, frases de efeito moral e sermões heróicos de motivação tirados de algum livro do Paulo Coelho. Isto tudo funcionaria se: a) Não for o centésimo longa a utilizar esta fórmula ou b) Ser bem realizado, com roteiro bem desenvolvido. A trilha sonora é bem animadora, a responsável por levar o público à uma possível emoção. As cenas de ação não decolam pelo simples fato de se embasarem em trocas de tiros e explosões. Só há um contato com os alienígenas – uma veterinária oferece ajuda para examinar o ponto fraco de um deles e descobre cavoucando o peitoral do bicho.

Nenhuma das sequências possuem situações críveis, muito menos diálogos que contribuam para a ação; com muitos erros de continuidade e sem cronologia dos fatos crível (uma cena inicia à noite, eles entram em um esgoto e ao saírem já é quase meio dia, ou quando Michelle Rodriguez acha um computador e em menos de 5 minutos ela: liga o PC, conecta à internet, encontra um vídeo mostrando a invasão em várias partes do mundo e ainda assiste.). Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles é guerra perdida.

 

Nota:

Crítica por: Thais Nepomuceno (Blog)