O Massacre da Serra Elétrica 3D - A Lenda Continua
16.05.2013
Pablo Bazarello

O Massacre da Serra Elétrica 3D” é o sétimo filme oficial da sangrenta franquia, que começou lá atrás em 1974 (antes da maioria dos fãs de terror de hoje pensarem em nascer), e seguiu com suas sequências em 1986, 1990, 1994, 2003 e 2006. Ao longo das continuações, das décadas de 1980 e 1990, tivemos as ilustres presenças de gente como Dennis Hopper, Viggo Mortensen, Renée Zellweger e Matthew McConaughey recheando a “saga”.

Em 2003 foi feita uma refilmagem do original de 1974, que talvez tenha sido a precursora da onda de refilmagens que assola Hollywood. Bom, pelo menos no que diz respeito a filmes de terror. E finalmente, em 2006 uma pré-sequência do filme de 2003 foi produzida. Na década em questão os pulmões de Jessica Biel e Jordana Brewster foram postos à prova nos filmes, que ainda contavam com R. Lee Ermey (o eterno Sargento Hartman do clássico “Nascido para Matar”, de Stanley Kubrick).

Mas esqueça tudo isso pois o novo filme da série também deseja esquecer; usando como existente apenas o clássico absoluto e único filme realmente valorizado da franquia, o original de 1974. “O Massacre da Serra Elétrica 3D” é uma continuação direta dos acontecimentos do primeiro filme comandado por Tobe Hooper. Aqui, o filme abre com as cenas do clássico, para depois nos mostrar o que ocorreu horas depois que o infame Leatherface seguiu girando sua moto-serra em direção ao pôr-do-sol.

E logo de cara percebemos um problema. Um grande erro que nos faz duvidar da inteligência dos produtores de obras assim ou simplesmente sua falta de interesse, fazendo pouco caso do público. Recentemente tivemos o fabuloso título de outro exemplar do gênero, “O Último Exorcismo – Parte 2”, que entrará para a história dos títulos cretinos e idiotas. Aqui, algo semelhante ocorre. Os realizadores abrem o filme na década de 1970, época do filme original, onde um bebê marca presença. Passados exatos 39 anos, e o tal bebê agora tem as formas de Alexandra Daddario, uma jovem de 27 anos!.

O argumento pode ser que talvez o filme se passe na década de 1990, ou início da de 2000, mas como explicar os carros atuais da polícia e câmeras de celulares que transmitem ao vivo. Deixando passar a grande improbabilidade cronológica, o novo exemplar realmente não possui muito a oferecer. Esse é um produto ordinário do gênero, recomendado apenas para os aficionados. A bela Daddario (“Percy Jackson”) vive Heather, uma jovem que num belo dia recebe a notícia de que foi adotada.

Sua verdadeira família vem de uma pequena cidade do Texas, e sua tia-avó lhe deixou como herança uma mansão. Ela reúne o namorado e dois amigos, e parte para cobrar seu novo bem. Esse é um filme de sustos fáceis, e roteiro previsível que faz de seus escritores tão inteligentes quantos os jovens mostrados na obra.



É algo verdadeiramente triste quando sabemos que o único motivo de um filme ter sido produzido foi para exibi-lo em 3D. Nem ao menos assustador ou intenso o novo filme consegue ser. Os produtores também desperdiçam a oportunidade de brincar com a cultura atual dos jovens, já que os filmes anteriores fazem dez anos.

A pobre protagonista precisa passar o filme inteiro com a barriguinha de fora, e ao final basicamente exibir os seios. Mas quase, já que a censura permite violência mas não nudez. Então sua camisa aberta fica estrategicamente colada para que não revele tudo. Os únicos detalhes meramente curiosos no filme são a participação de Gunnar Hansen (o Leatherface original) no início e a brincadeira feita com o vilão Jigsaw (da série "Jogos Mortais") no parque de diversões, já que agora ele e Leatherface dividem o mesmo estúdio.

 

Nota:

 

Crítica por: Pablo Bazarello (Blog)