Orgulho e Preconceito

Eis aqui mais uma adaptação para as telas do célebre romance da escritora inglesa Jane Austen, a mesma de “Razão e Sensibilidade”. “Orgulho e Preconceito” trata do tema predileto da autora: mocinhas (geralmente sem dotes) desesperadas para encontrar um marido.

Aqui a história concentra-se na marota Lizzie Bennet (Keira Knightley, de Piratas do Caribe) e de seu envolvimento com o esnobe Sr. Darcy (Matthew Macfadyen, de Enigma). A paixão da garota, disfarçada às vezes de ódio, às vezes de indiferença, é o pano de fundo para mostrar uma sociedade cheia de convenções, a Inglaterra do final do século 18, onde raramente os sentimentos podiam ser expressados, o que gerava muitos equívocos. É aí que entra o espaço para que o orgulho da pobretona Lizzie se contraponha ao preconceito (contra os pobres) do milionário Sr. Darcy e, assim, os pombinhos terão pela frente uma série de desencontros.

A obra é fiel ao espírito dos romances leves e bem humorados de Austen. Mas apesar de seus acertos, não tem o mesmo impacto da adaptação mais famosa da escritora para as telas “Razão e Sensibilidade”, dirigida por Ang Lee.

O resultado de “Orgulho e Preconceito” é, portanto, apenas mediano e irá empolgar principalmente aos mais românticos. O destaque fica para a belíssima fotografia, com esplendorosas locações nos campos e mansões da Inglaterra, e para o carisma do time principal de atores.

Apesar da relutância inicial do diretor estreante no cinema Joe Wright para aceitá-la à frente do elenco, Keira Knightley saiu-se bem no papel e recebeu uma indicação ao Oscar. Já o galã Matthew Macfadyen dá o equilíbrio certo entre timidez e esnobismo ao seu personagem, e certamente irá arrancar suspiros. O time se completa com os veteranos Donald Sutherland (Cold Montain) e Brenda Blethyn (Segredos e Mentiras) como os pais das cinco garotas Bennet, e Judi Dench, como uma grande megera.
Além da estatueta de atriz, “Orgulho e Preconceito” disputa no próximo Oscar
os prêmios de direção de arte, figurino e trilha sonora.

Nota: 
Crítica por: Edson Barros
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