Os Vingadores
27.04.2012
Thais Nepomuceno

Em 2008, a Marvel Studios iniciou algo que hoje podemos nomear como "preparação dos fãs". Trata-se do lançamento de filmes de live-action que narravam a origem dos heróis da famosa liga dos Vingadores, para os fãs e aqueles que ainda não os conheciam. Homem de Ferro foi o primeiro a ganhar sua adaptação; Incrível Hulk ganhou uma segunda chance (saindo Eric Bana e em seu lugar, Edward Norton).

O sucesso do Homem de Ferro foi tão grande , que não apenas revitalizou a carreira de Robert Downey Jr., como também deu uma sequência ao herói. Em 2011, foi a vez de Capitão América e Thor aportarem nos cinemas.

Mas tudo isso não passou de um aquecimento. Pois a batalha mesmo acontece em Os Vingadores, onde todos eles se encontram para salvar o mundo das garras de Loki (irmão adotivo de Thor). Em cada longa, foi-se pensado o histórico de cada herói e com uma ligação com a Shield (Nick Fury faz sua aparição recrutando cada membro). Com suas características específicas - Thor, o deus do trovão, viking fora da realidade terráquea; Capitão América, o primeiro Vingador, nasceu durante a 2º guerra num projeto do governo americano; Homem de Ferro, mais conhecido como Tony Stark, playboy milionário sendo confundido com seu intérprete; Viúva Negra, uma espiã cuja primeira aparição foi em Homem de Ferro 2; Gavião Arqueiro, também espião com sua primeira aparição em Thor; e Hulk, que diferentemente dos demais, é dessa vez interpretado por um novo ator Mark Ruffallo.

O que aconteceria se juntasse todos estes personagens e eles tivessem que trabalhar juntos? Pois é esse o mote da trama. Os heróis são reunidos - contra suas vontades - a fim de combater o mal, mas esta tarefa fica de lado quando a testosterona e os egos falam mais alto. As tentativas de criar uma sintonia entre eles, ocasionam sequências com muito humor ou muita briga - ou os dois ao mesmo tempo. O mais interessante neste longa, é ver como Tony Stark e seus comparsas se comportam entre si. Não apenas Tony Stark apresenta seus problemas e ressalvas em trabalhar em grupo, mas também o deus do trovão.

As atuações mostram que os filmes anteriores serviram apenas como aquecimento para eles entenderem melhor seus personagens. Robert Downey Jr. e seu humor feroz a todo momento fornece aos espectadores risos por suas referências (que vai de Senhor dos Anéis à Shakespeare). Thor e Capitão América não ficam pra trás no timming. Mark Ruffallo se destaca entre os demais Hulks, desbandando Bana e Norton - finalmente o Hulk bem defendido. Conseguindo imprimir a ambiguidade entre o homem e o monstro. Arqueiro e Viúva Negra, apesar de não terem seus longas próprios também são bem defendidos por Jeremy Renner e Scarlett Johansson.

Mesmo sendo recheado de humor e pegadinhas, a narrativa é intercalada com muita ação. Brigas entre os próprios vingadores e batalhas contra o mal que vão tirar o fôlego dos fãs que conhecem todos os poderes deles, sem contar a lei de murphy, que não dá tréguas. A narrativa tem a cada sequência um dado novo e um pulo dos espectadores. Frases de efeito cômico também fazem sua aparição nas sequências de ação.

A reunião destes heróis vai satisfazer os fãs de quadrinhos e vai dar um impulso na Marvel para mais produções deste gênero, já tendo em pré-produção sequências de Homem de Ferro, Thor e Capitão América. Anos de preparação valeram a pena. E, que depois das próximas produções, venha Os Vingadores - The Avengers 2.

 

Nota:

 

Crítica por: Thais Nepomuceno (Blog)