A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 2
15.11.2012
Fernanda Rique

Neste tão esperado feriado de 15 de novembro, chega ao fim 'A Saga Crepúsculo', com o filme 'A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2'.

A saga é baseada nos livros de Stephenie Meyer e conta a história de uma mortal, Isabella Swan (Kristen Stewart), que se apaixona por um vampiro, Edward Cullen (Robert Pattinson), vivendo um amor proibido e conturbado, ainda mais quando descobre que seu melhor amigo, Jacob (Taylor Lautner), é um lobo.

A Parte 2 começa com Bella já transformada em uma imortal, conversando com Edward. Tentando saber o que aconteceu e com o desejo de ter sua filha Renesmee (Mackenzie Foy) em seus braços, Bella se enfurece (e mais uma vez, com uma má atuação) ao descobrir que seu melhor amigo, Jacob, teve um 'imprinting' pela pequena Ness.

Com sede de vingança, Irina (Maggie Grace) denuncia os Cullen aos Volturi, alegando que Renesmee é uma criança imortal, o que significa uma forte ameaça à todas as espécies.

Tentando juntar testemunhas para salvar a vida de Renesmee, o diretor Bill Condon - ao contrário do que fez no filme anterior - caracteriza os brasileiros como índios selvagens, o que rendeu boas gargalhadas dentro da sala do cinema.

Quando chega o dia do confronto entre os Cullen, amparados pelos lobos (que se aliaram a eles pelo amor que Jacob tem por Renesmee) e por suas testemunhas, contra os Volturi. É o momento de se ajeitar em sua poltrona e ficar de olhos bem abertos.

Após descobrir que Ness não é uma criança imortal, Aro (Michael Sheen) deseja destruí-la, por não saber o que pode vir a acontecer num futuro próximo, graças ao rápido e imprevisível desenvolvimento da pequena Cullen. Ao segurar na mão de Alice (Ashley Greene) para ver o futuro, é dada a largada para a batalha final e a ação rola solta na telona.

Mortes inesperadas e momentos de tirar o fôlego deixam todos boquiabertos com tais cenas. Dakota Fanning, como sempre, faz uma participação quase insignificante, o que é triste, ao julgar o enorme talento desperdiçado com apenas uma fala.

Diferente do que foi visto em 'A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1', a atuação de Kristen Stewart não foi melhor do que poderíamos esperar. Até nas melhores cenas, ela não conseguiu ser expressiva, dando espaço para que atores secundários na trama roubassem a cena.

Alguns efeitos especiais impressionam, principalmente na cena da batalha, onde lobos e vampiros misturam-se.

Com uma trilha sonora impecável e bem editada, Carter Burwell soube como entrelaçar perfeitamente suas músicas às cenas, fechando com chave de ouro ao som de “A Thousand Years (Part Two)”, de Christina Perri.

Quem pensa que a franquia teria um final machadiano, no estilo 'a guerra leva à paz', está completamente enganado. Assim como 'A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1', a segunda parte é um entretenimento pipoca e adolescente, que vai deixar os fãs da saga satisfeitos - mas não irá agradar a todos.

 

 

[SPOILERS à frente]

Uma das grandes decepções do filme é ver que, depois de toda a guerra, mesmo com o bem vencendo, tudo não passava de Aro assistindo a visão de Alice do que aconteceria naquele momento se ele partisse para cima dos Cullen, fazendo novamente, os espectadores soltarem o riso.

Sem guerras reais, os Volturi voltam para seu castelo, e os Cullen, para casa. Com um final mela-mela, romântico e clichê, o filme termina quase como começa 'Crepúsculo': Bella e Edward juntos, dessa vez, fazendo juras de amor por toda a eternidade. Graças a Deus, a franquia não é eterna.


Nota:

Mais Críticas: Leia a Crítica 2 (nota 7) e a Crítica 3 (nota 3).

 

Crítica por: Fernanda Rique